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Bolsa usada por Armstrong na Lua deve arrecadar até US$ 4 mi em leilão

Divulgação
Bolsa usada por Neil Armstrong durante primeira visita à lua Imagem: Divulgação

Taylor Harris

Nova York (EUA)

13/07/2017 18h53

A bolsa usada pelo astronauta norte-americano Neil Armstrong para trazer à Terra as primeiras amostras do solo da Lua deve ser vendida por até US$ 4 milhões, quando for leiloada junto com outras relíquias espaciais na cidade de Nova York na semana que vem.

A venda na casa de leilões internacional Sotheby's inclui o plano de voo da Apollo 13 com anotações da equipe, um traje espacial utilizado pelo astronauta norte-americano Gus Grissom, e fotografias da Lua tiradas pela Nasa.

O leilão acontecerá em 20 de julho, 48º aniversário do primeiro pouso na Lua e os organizadores esperam que atraia grande número de pessoas.

"(O espaço) é um dos poucos temas que eu acho que não são culturalmente específicos. Não importa sua religião, de onde você é, que língua você fala", disse a vice-presidente e especialista sênior da Sotheby's, Cassandra Hatton.

"Todos temos em comum a experiência de olhar para o céu e nos perguntarmos o que está acontecendo entre as estrelas."

O destino da bolsa, que mede cerca de 30 por 20 centímetros e tem a inscrição "retorno de amostra lunar", ficou por décadas desconhecido, depois que Armstrong e sua equipe da Apollo 11 chegaram em casa em julho de 1969.

Durante anos, ficou em uma caixa não identificada no Johnson Space Center em Houston, disse Hatton.

A bolsa finalmente apareceu na garagem do gerente de um museu do Kansas, Max Ary, que foi condenado por seu roubo em 2014, de acordo com registros do tribunal.

O objeto foi apreendido pelo US Marshals Service, que o colocou em leilão três vezes, sem lances, até que foi comprado em 2015 por US$ 995 por uma advogada da área de Chicago, Nancy Lee Carlson.

Ela enviou a bolsa para autenticação da Nasa, e quando os testes revelaram que tinha sido usado por Armstrong e ainda tinha vestígios de poeira lunar, a agência espacial dos EUA decidiu mantê-la.

Carlson processou com sucesso a Nasa para recuperar a bolsa, e a atenção criada pelo processo judicial gerou muito interesse de potenciais compradores, de acordo com a Sotheby's. Isso levou Carlson a decidir leiloá-la novamente.

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