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Alemanha paga 1,2 milhão de euros por Kirchner apreendido pelos nazistas

Reprodução
Obra "O Julgamento de Paris", de 1913 Imagem: Reprodução

Berlim (ALE)

31/03/2017 15h34

Uma pintura de 1913 do expressionista Ernst Ludwig Kirchner, que foi apreendida pelos nazistas por ser "arte degenerada", irá continuar em um museu da cidade de Ludwigshafen, já que o governo da Alemanha e outros pagaram 1,2 milhão de euros à herdeira do proprietário original da obra.

"O Julgamento de Paris", que mostra três mulheres nuas e um homem vestido posando no estúdio de Kirchner, foi tomado do colecionador de arte judeu Hans Hess durante a era nazista, mas está em exposição no Museu Wilhelm-Hack, de Ludwigshafen, desde 1979.

A herdeira de Hess concordou em permitir que a pintura continue exposta no museu depois que vários doadores, incluindo os governos federal e estadual alemães e a Fundação Ernst von Siemens, arrecadaram dinheiro para compensá-la, informou o governo alemão nesta sexta-feira (31).

O acordo respeitou a chamada Declaração de Washington de 1998, que trata da restituição de obras de arte confiscadas pelos nazistas antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

A secretária de Cultura alemã, Monika Gruetters, descreveu a aquisição como "um grande exemplo de um museu público à altura de suas responsabilidades por lidar com arte saqueada pelos nazistas".

Gruetters disse que o acordo foi possibilitado pela generosidade da herdeira do proprietário original da pintura e da ajuda extraordinária de doadores públicos e particulares.

Décadas depois da Segunda Guerra, museus alemães continuam a lidar com reivindicações de pessoas cujas obras de arte foram roubadas pelo regime nazista, embora hoje alguns museus estejam enfrentado ações civis por terem se recusado a devolver pinturas.

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