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Mineiros sobreviventes estão "traumatizados", diz autor que inspirou filme

Marcelo Hernandez/Atonchile/AFP Photo
2.ago.2015 - Rodrigo Santoro e Antonio Banderas posam com os mineiros chilenos que inspiraram o filme "Os 33", durante pré-estreia em Santiago do Chile Imagem: Marcelo Hernandez/Atonchile/AFP Photo

09/10/2015 20h46

O escritor vencedor do Pulitzer Héctor Tobar disse que os 33 mineiros chilenos que ficaram presos no subsolo por 69 dias em 2010 ficaram "traumatizados pela batalha" após o que passaram, embora tenham rapidamente se tornado celebridades com o improvável resgate.

"Eles viveram através desse evento que um bilhão de pessoas viram se desenrolar na TV. Mas o que descobri quando falei com eles foi o quão feridos estavam", disse Tobar, cujo livro de 2014 "Deep Down Dark" conta a história do traumático evento. "Eles eram como pessoas que passaram por uma guerra"

O resgate dos mineiros atraiu grande cobertura internacional, e o então presidente do Chile, Sebastian Piñera, foi até o local para cumprimentá-los pessoalmente ao emergirem, um por um, de um poço perfurado, em outubro de 2010.

Os mineiros depois escolheram Tobar para ser o autor de seu relato oficial sobre a experiência. Tal relato, por sua vez, serviu de base para "Os 33", filme baseado no episódio que foi lançado em novembro de 2013 nos EUA.

Inicialmente, os 33 prometeram manter um pacto de silêncio sobre o que passaram no subterrâneo, para que nenhum deles se beneficiasse individualmente de forma indevida. Mas o acordo logo fracassou, à medida que veículos de comunicação começaram a oferecer dinheiro por aparições midiáticas. Logo surgiram críticas de que os sobreviventes estariam sendo oportunistas.

Para Tobar, no entanto, que gravou centenas de horas de entrevistas com os mineiros, tais críticas possuem pouco mérito.

"Eles sentem como se tivessem sido tratados com pouco respeito. Essas pessoas meio que os veem como caras comuns que acidentalmente ficaram enterrados no subsolo e esperavam ficar ricos e famosos por causa disso", disse Tobar.

"E o que eles esperam que o filme e o livro mostrem ao Chile é que eles passaram por uma guerra subterrânea, que estão traumatizados pela batalha", acrescentou o escritor.

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