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Palestino se sente enganado após vender obra de Banksy por 175 dólares

Por Nidal al-Mughrabi
Imagem: Por Nidal al-Mughrabi

01/04/2015 10h21

Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - Um palestino lamentava nesta quarta-feira ter vendido a porta de sua casa destruída a um artista local sem se dar conta de que a imagem pintada nela era do britânico Banksy, e que o objeto poderia valer uma fortuna.

Rabea Darduna, pai de seis filhos no norte de Gaza, disse ter vendido a porta de sua casa bombardeada a um morador local que ofereceu 175 dólares.

Banksy, artista de rua famoso por seus murais irônicos em lugares inesperados, visitou Gaza no início do ano e pintou com spray uma imagem de uma deusa com a cabeça apoiada na mão, um dos diversos trabalhos que ele executou em Gaza.

"Eu não tinha a menor ideia do valor da pintura ou de quem esse Banksy era”, disse Darduna, frustrado, à Reuters, por telefone. “Se eu soubesse, nunca teria vendido a porta por preço tão barato.”

As obras de Banksy são regularmente vendidas por mais de 500 mil dólares. Banksy nunca revelou a sua verdadeira identidade.

Darduna declarou que se sentiu enganado e que tem tentado fazer contato com o comprador da porta, mas não obteve retorno.

"Primeiro eu quero pegar de volta e depois eu posso ver as ofertas”, afirmou, lembrando que sua casa foi destruída na guerra do ano passado com Israel e que ele precisava de dinheiro para o aluguel e para a sua família.

"Da próxima vez eu vou vender como uma pintura de Banksy, e não como uma porta velha”, acrescentou.

O comprador da porta, o artista de rua e jornalista Belal Khaled, afirmou que não planejava devolver o objeto ou vendê-lo “no momento”.

“Comprei para preservar a pintura e para protegê-la de remoção ou destruição”, disse à Reuters. Ele afirmou que segue Banksy há anos e que o artista inspira o seu trabalho.

"Desde que eu comecei no grafite tenho o sonho de ter uma obra de arte de Banksy.”

Khaled declarou ter dito a Darduna que a pintura na porta era de Banksy, mas que ele não pareceu ter registrado. Perguntado se pensava vender a obra, ele disse: “Não estou pensando em vender neste momento”.

"Eu avaliarei ofertas para mostrar em galeria internacionais para falar sobre o sofrimento de Gaza e das agonias da guerra.”

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