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Escritor John Grisham pede desculpa por comentários sobre pornografia infantil

Jose Luis Magana/AP
22.mai.2011 - Foto de arquivo mostra o autor John Grisham durante a abertura da pré-estreia da adaptação teatral de "Tempo de matar", no Teatro Arena Stage, em Washington, nos Estados Unidos Imagem: Jose Luis Magana/AP

16/10/2014 21h06

O autor norte-americano John Grisham pediu desculpas nesta quinta-feira (16) por comentários que ele fez a um jornal britânico quando disse que nem todos os homens que olham para pornografia infantil devem ser enviados para a prisão e que as sentenças para esse tipo de crime eram duras demais.

Grisham, que está prestes a publicar outro thriller, fez os comentários para o Daily Telegraph enquanto discutia, em uma ampla crítica, o sistema judicial dos Estados Unidos e as suas altas taxas de prisão.

Partes da entrevista estavam disponíveis em vídeo no portal do Telegraph na quinta e o material completo vai ser publicado no sábado, disse o jornal.

Grisham também divulgou um pedido de desculpas em seu próprio website: "Qualquer um que machuca uma criança por prazer ou por lucro, ou que de qualquer maneira faz parte da pornografia infantil - online ou de qualquer outra forma - deve ser punido conforme dita a lei", ele disse.

Na entrevista publicada, Grisham define uma distinção entre quem vê pornografia infantil e os pedófilos que fisicamente abusam de crianças.

"Há tantos 'criminosos sexuais' - é assim que são chamados - que eles são colocados na mesma prisão. Como se eles fossem um bando de pervertidos ou algo assim - milhares deles", disse. "Nós ficamos malucos com o encarceramento".

Grisham, que vendeu mais de 250 milhões de livros desde a publicação de "A Time to Kill" (Tempo de Matar) em 1988, afirma em outro momento: "Temos prisões cheias de homens da minha idade, homens brancos de 60 anos que nunca machucaram ninguém, que nunca tocaram uma criança... Mas eles foram online em uma noite e começaram a navegar, provavelmente beberam demais ou qualquer coisa assim, apertaram os botões errados, foram longe demais e acabaram dentro de pornografia infantil".

(Reportagem de Michael Holden em Londres e Eric Kelsey em Los Angeles)

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