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"Clinton: O Musical" estreia em Nova York após livro de memórias de Hillary

Reuters
02.jul.2014 - Os atores Natalie Gallo (como Monica Lewinsky), Karl Kenzler (Bill Clinton) e Alet Taylor (Hillary Clinton) em cena de "Clinton: O Musical" Imagem: Reuters

Patricia Reaney

Da Reuters, em Nova York

08/07/2014 14h52

"Clinton: O Musical", uma comédia sobre o escândalo sexual que abalou a Casa Branca, com dois atores interpretando o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, faz sua estreia nos Estados Unidos neste mês, durante o festival dos musicais em Nova York.

O espetáculo, que estreou no Fringe Festival, de Edimburgo, na Escócia, em 2012, e depois foi para Londres, vem sendo descrito pelos críticos como "espirituoso, peculiar" e uma "deliciosa sátira política". O musical retrata as tentativas de Bill e Hillary Clinton de salvar a presidência após seu caso extraconjugal com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.

Paul J. Richards/AFP
10.jun.2014 - Exemplares do livro da ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, "Hard Choices" (Escolhas Difíceis) Imagem: Paul J. Richards/AFP

"A nossa peça é uma espetada carinhosa em Bill Clinton", disse em uma apresentação prévia o ator Duke LaFoon, que interpreta o Bill que se mete em encrenca. "Ele é uma figura, então há muito lá para piadas".

Karl Kenzler, como W.J.Clinton, é o político idealista que realmente quer mudar o país e ajudar as pessoas. "Em última análise, esse espetáculo é uma boa farsa. É uma paródia e as pessoas fazem muitas comparações com 'South Park' e 'The Book of Mormon' (O Livro dos Mórmons)", disse Kenzler, referindo-se à comédia de TV e à peça da Broadway.

Escrita pelos irmãos australianos Paul e Michael Hodge, a peça terá apresentações entre 18 e 25 de julho no festival, uma vitrine para novos musicais. O musical estreia em Nova York após a publicação do livro de memórias de Hillary Clinton "Hard Choices " (Escolhas Difíceis), e com o país especulando se ela vai concorrer à presidência em 2016.

Os Clinton não responderam a um pedido de comentário sobre o espetáculo. Paul Hodge decidiu escrever o musical depois de ver uma peça de teatro na Austrália sobre um ex-primeiro-ministro australiano. A ideia surgiu quando seu pai sugeriu que a história de Clinton daria um grande musical.

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