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Quino, criador de "Mafalda", ganha Prêmio Astúrias de Comunicação

Zipi/EFE
O cartunista argentino Quino durante em sua casa, em Madri Imagem: Zipi/EFE

Francisco Pazos

21/05/2014 10h37

O renomado cartunista Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido como Quino, criador da personagem "Mafalda", foi escolhido como ganhador do Prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades, segundo divulgou o júri em Oviedo, capital da província espanhola das Astúrias.

Nascido na Argentina, Quino obteve fama internacional como autor das tiras protagonizadas por Mafalda, uma menina que descobre a complexidade do mundo a partir do olhar infantil e que este ano completa 50 anos de existência.

"As lúcidas mensagens de Quino continuam atuais por ter combinado com sabedoria a simplicidade no traço do desenho com a profundidade de seu pensamento", disse a ata do júri.

"A obra de Quino trás consigo um enorme valor educativo e foi traduzida para muitos idiomas, o que revela sua dimensão universal. Suas personagens transcendem qualquer limite geográfico, de idade e condição social."

Filho de pais andaluzes que migraram para a Argentina, Quino descobriu sua vocação graças a seu tio Joaquín Tejón, pintor e ilustrador gráfico, e começou os estudos em Belas Artes aos 13 anos, logo abandonando-os para se dedicar às histórias em quadrinhos de humor.

Mafalda estreou em Buenos Aires na publicação semanal Primera Plana em 29 de setembro de 1964 e seis anos depois a irônica menina chegaria à Europa pelas mãos de Umberto Eco, outro ganhador do Prêmio Príncipe das Astúrias.

Apesar de seu sucesso, Quino deixou de desenhar Mafalda em 1973, mas o interesse pelo humor inteligente, irônico e inconformado de suas historinhas continua grande até hoje. Quino seguiu escrevendo e desenhando, mas seu humor se tornou mais ácido e voltado para um público mais adulto.

Joaquín Salvador Lavado é o terceiro nome anunciado entre os oito prêmios Príncipe das Asturias que vão ser entregues este ano. Os outros já anunciados foram o arquiteto norte-americano Frank Gehry e o historiador francês Joseph Pérez, que receberam os prêmios de Artes e Ciências, respectivamente.

Cada um dos vencedores da premiação, entregue pela primeira vez em 1981, vai receber 50 mil euros e uma escultura concebida por Joan Miró como símbolo do prêmio.

Os prêmios serão entregues no segundo semestre em uma cerimônia do teatro Campoamor, em Oviedo.

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