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Exposição em Paris liga esculturas de Rodin a fotos de Mapplethorpe

C. Baraja / EFE
Imagem: C. Baraja / EFE

Johnny Cotton

Paris, França

11/04/2014 14h48Atualizada em 11/04/2014 15h07

Uma nova exposição que explora as conexões entre o venerado escultor francês Auguste Rodin e o polêmico fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe levou um pouco da Nova York dos anos 1980 a cidade de Paris.

Nascidos em séculos diferentes e de lados opostos do Atlântico, a justaposição dos dois artistas pode parecer forçada a princípio.

A maior parte do trabalho de Mapplethorpe envolve nus monocromáticos de modelos masculinos - com frequência seus amantes - , enquanto Rodin é celebrado como escultor moderno e pioneiro da segunda metade do século 19, cujas obras-primas incluem "O Pensador" e "O Beijo".

Apesar das diferenças entre os dois artistas, a curadora da exibição, Hélène Pinet, disse haver razões válidas para unir ambos sob o mesmo teto na exposição recém-inaugurada no Museu Rodin.

"Colocamos os dois juntos porque eram ambos apaixonados pelo corpo humano", declarou Pinet à TV Reuters. "Ambos expressaram isso, um na fotografia e outro na escultura, e ocorre que desenvolveram um vocabulário comum", concluiu.

A semelhança de forma é arrebatadora. Ecos do famoso "Homem Andando" de Rodin - que não tem cabeça nem braços - são encontrados no estudo "Michael Reed", de Mapplethorpe, que mostra um homem andando com a cabeça e os braços envoltos em sombras.

A exibição vai até 21 de setembro e acontece ao mesmo tempo que uma retrospectiva mais abrangente de Mapplethorpe no Grand Palais, de Paris. Os dois eventos contaram com empréstimos da coleção Robert Mapplethorpe.

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