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Caçada por arte expropriada dos nazistas mostra falhas de museus, diz ex-ministro

Peter Andrews/Reuters
Fotos de ex-prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz em museu em Varsóvia, na Polônia Imagem: Peter Andrews/Reuters

Monica Raymunt

Da Reuters

08/04/2014 19h23

A decisão de um pensionista alemão de permitir que especialista chequem seu acervo de arte, à procura de tesouros saqueados pelos nazistas, contrasta fortemente com a abordagem de alguns museus que podem conter obras roubadas de vítimas do Holocausto, disse nesta terça-feira um ex-ministro alemão de Cultura.

Mais de 2.000 museus alemães possuem obras criadas antes de 1945 e adquiridas após os nazistas chegaram ao poder, em 1933, de acordo com o Instituto para a Pesquisa de Museus, em Berlim. Algumas delas podam ter sido saqueadas ou extorquidas de proprietários judeus pelos nazistas. Mas apenas 285 museus, ou menos de 5 por cento, pesquisaram a história da propriedade de tais obras.

"Não é que os museus não tenham feito nada, mas devido a problemas de orçamento eles não têm feito o máximo que poderiam", afirmou Michael Naumann, ex-ministro da cultura alemã, à Reuters na terça-feira.

O idoso recluso Cornelius Gurlitt, cujo acervo de cerca de 1.400 obras de arte foi descoberto em fevereiro de 2012 em seu apartamento de Munique e confiscado pelas autoridades em uma investigação fiscal, concordou na segunda-feira em permitir que uma força-tarefa de especialistas em arte estudem a coleção.

Em troca de sua cooperação, Gurlitt, cujo pai, um negociante de arte que recebia ordens de Adolf Hitler para comprar e vender a chamada "arte degenerada" para financiar atividades nazistas, receberá de volta as obras cuja origem não for posta em dúvida. Gurlitt também concordou em renunciar a uma legislação alemã, pela qual ele poderia ser considerado o legítimo proprietário das pinturas.

 

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