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Crítico teatral de Londres diz que Daniel Radcliffe tem "um dom para interpretar excluídos sociais"

Divulgação
Daniel Radcliffe em cena de espetáculo teatral "The Cripple of Inishmaan" Imagem: Divulgação

Belinda Goldsmith e Clare Hutchison

Londres

19/06/2013 11h15

O ator britânico Daniel Radcliffe recebeu elogios por seu novo papel no teatro, como um aleijado irlandês alvo de humilhações, se afastando ainda mais do personagem que lhe deu fama no cinema, o menino-bruxo Harry Potter.

"Ele prova, como fez em 'Equus', que é um bom ator de palco, com um dom para interpretar excluídos sociais", escreveu Michael Billington no jornal "The Guardian". A maioria dos críticos deu à peça quatro estrelas (de um máximo de cinco), dizendo que seu apelo vai além do ator como protagonista, e que o restante do elenco também é digno de elogios.

Em seu terceiro trabalho teatral em seis anos, Radcliffe adota um sotaque irlandês para viver Billy, de 17 anos, o protagonista de "The Cripple of Inishmaan", comédia politicamente incorreta criada por Martin McDonagh.

Na década de 1930, Billy, que fica órfão em circunstâncias misteriosas, é criado por duas tias e deseja escapar da sua vida no remoto arquipélago de Aran, e da zombaria que enfrenta por causa das suas deformidades físicas e do seu jeito sonhador. Quando uma equipe de cinema chega a uma ilha vizinha, Billy consegue ser chamado para um teste em Hollywood, mas as coisas não saem como ele esperava.

Radcliffe, de 23 anos, está sendo elogiado pela crítica por novamente buscar um papel diferente, em vez de se acomodar no personagem que lhe rendeu fama e fortuna durante dez anos, ou então optar por papéis cinematográficos mais brandos.

Em 2007, Radcliffe ficou nu no palco na peça "Equus", montada em Londres e Nova York. Em 2011, participou do musical da Broadway "How to Succeed in Business Without Really Trying". Sua atuação em "The Cripple of Inishmaan", há 12 semanas em cartaz no teatro Noel Coward, foi descrita como "honesta, sensível e não gritante".

Radcliffe deixa claro que quer sempre variar seus papéis, aproveitando as diferentes experiências de trabalhar em teatro e cinema. "Com o teatro sempre sinto que aprendo muito, sobre a vitalidade, energia, esse tipo de coisa, mas com o cinema, o cinema é praticamente a minha casa", disse ele recentemente à Reuters. 

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