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Tom Hanks tem estreia sólida na Broadway em peça "mais ou menos", dizem críticos

Stephen Lovekin/Getty Images
Tom Hanks acena para a plateia na noite de abertura da peça da Broadway "Lucky Guy" em Nova York. Imagem: Stephen Lovekin/Getty Images

Chris Michaud

Em Nova York, nos Estados Unidos

04/04/2013 17h07

Tom Hanks impressionou os críticos com sua estreia na Broadway em "Lucky Guy", a última peça de Nora Ephron, mas a falecida roteirista e diretora de Hollywood não se saiu tão bem com seu drama situado em uma redação que estreou na noite de segunda-feira.

Como o jornalista de um tabloide Mike McAlary, que ganhou um prêmio Pulitzer cobrindo os escândalos policiais e os crimes pavorosos de Nova York para o Daily News e o New York Post, Hanks recompensa o público "com uma performance comprometida e generosa", disse a Entertainment Weekly.

O Hollywood Reporter disse que Hanks, duas vezes vencedor do Oscar e que já está sendo cotado como favorito para o Tony por seu trabalho na peça, "não tem medo de mostrar o personagem como um imbecil ofensivo, embora a integridade inata do ator garanta que lamentemos por Mike quando ele recebe alguns golpes duros".

McAlary era um repórter beberrão e de vida difícil que morreu jovem, aos 41 anos, de câncer, em 1998.

"Embora ele não tenha pisado em um palco em anos, a afável estrela de cinema volta à cena como um peixe para a água", disse a Variety sobre Hanks, cuja carreira no teatro era limitada a pequenas produções de Shakespeare nos anos 1970.

Mas os críticos foram menos empolgados com a peça de Ephron.

"Embora sincero, o show é uma confusão. Enfadonho e exageradamente linear, patina sobre uma superfície leviana como um típico filme de televisão", disse o Daily News.

Como a maioria, o New York Times gostou da interpretação de Hanks mais do que da peça.

"Hanks está sempre entusiasmado e habilidosamente presente para agir como uma ilustração animada para as histórias (de McAlary)", disse o jornal. "Mas não lhe é dado muito espaço para mais".

Acrescentou que a peça "pouco mais é do que a soma de suas anedotas" e "frequentemente parece ter apenas a profundeza de um papel de jornal", em contraste com a escrita e os filmes mordazes de Ephron.

A Entertainment Weekly descreveu a peça como "inconsequente e dramaticamente inerte" e "uma peça boba e apagada sobre um estúpido não particularmente notável com uma tendência à autopromoção".

O Hollywood Reporter chegou a uma conclusão dividida sobre a peça, dizendo que embora não fosse um drama excepcional e não tivesse complexidade, tinha "um roteiro inteligente, absorvente e entrelaçado com humor crepitante".

Hanks colaborou bastante com Ephron, incluindo filmes de sucesso como "A Sintonia do Amor" e "Mensagem para Você". Ephron morreu em junho, aos 71 anos, de complicações da leucemia.

As críticas, no final, provaram-se irrelevantes. Em sua primeira semana de estreias, a peça arrecadou mais de US$ 1 milhão, junto com sucessos como "O Livro de Mórmon", "O Rei Leão" e "Wicked".

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