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Artista cigana sobrevivente do Holocausto morre aos 79

A artista Ceija Stojka em foto de 2003, durante visita ao museu do campo de concentração de Bergen Belsen, na Alemanha - Rainer Jense/EFE
A artista Ceija Stojka em foto de 2003, durante visita ao museu do campo de concentração de Bergen Belsen, na Alemanha Imagem: Rainer Jense/EFE

Georgina Prodhan

De Viena (Áustria)

29/01/2013 19h49Atualizada em 29/01/2013 20h46

A artista cigana Ceija Stojka, cujo trabalho ajudou a expor a perseguição nazista ao seu povo, morreu na segunda-feira (28) aos 79 anos num hospital de Viena, disse sua agente à agência de notícias APA.

Sobrevivente do Holocausto, Stojka escreveu um dos primeiros relatos autobiográficos de ciganos (ou "romanis") sobre a perseguição nazista, num livro intitulado "Vivemos em Reclusão: As Memórias de uma Romani", de 1988. Além disso, ela passou décadas dedicando a falar do seu povo pela música e a arte.

Os ciganos, como os judeus, foram enviados para campos de concentração pelo regime nazista alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Até 1,5 milhão deles morreram.

Nascida na Áustria, Stojka sobreviveu a passagens pelos campos de Auschwitz, Bergen-Belsen e Ravensbrueck. Apenas cinco outros membros de sua família, que tinha mais de 200 pessoas, sobreviveram.

"Busquei a caneta porque precisava me abrir, gritar", disse a ativista numa exibição de 2004 no Museu Judaico de Viena.

Stojka começaria a pintar aos 56 anos, muitas vezes usando os dedos ou palitos em vez de pincéis. Muitas das suas obras aludem à experiência nos campos de concentração, e eram descritas como "assustadoras" e "infantis" por visitantes em exposições dela mundo afora.