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"O Grito", de Edvard Munch, pode bater recorde e arrecadar 150 milhões de dólares em leilão

Andy Rain/Efe
Funcionários da casa de leilão Sotheby's, no Reino Unido, ajeitam o quadro "O Grito", de Edvard Munch, uma das 53 obras de arte que serão comercializadas a partir de maio em Nova York (EUA). Única versão de "O Grito" em propriedade particular, esta tela tem seu valor estimado em US$ 80 milhões Imagem: Andy Rain/Efe

Chris Michaud

Nova York

30/04/2012 16h42

A obra "O Grito", de Edvard Munch, poderá se tornar a pintura mais cara da história a ser vendida em um leilão, na quarta-feira (2), caso se cumpram as previsões de que o quadro arrecade até 150 milhões de dólares.

Estima-se que a pintura, uma das quatro versões produzidas pelo artista escandinavo e a única de propriedade privada, seja vendido por 80 milhões de dólares quando o martelo da Sotheby´s bater em Nova York.

Mas o especialista Nicolai Frahm, da Frahm Ltd., acredita que o preço vai subir. "Acho que chegará aos 150 milhões de dólares", disse ele em uma entrevista por telefone. Com isso, o valor superaria o recorde estabelecido pelo quadro "Nu, folhas verdes e busto", de Pablo Picasso, vendido por 106,5 milhões de dólares em 2010.

"Esta é a primeira vez que temos uma obra tão icônica à venda", acrescentou ele. "Essa pintura é muito mais famosa do que o artista jamais foi." Outros especialistas independentes sugeriram que o preço final deve ficar em torno de 125 milhões de dólares.

A Sotheby's foi longe para proteger a pintura. Ela está sob vigilância 24 horas por dia em sua sede em Nova York, onde fica abrigada em uma minigaleria especialmente construída para isso, atrás de cercas elétricas.

Duas das quatro telas "O Grito" foram roubados de museus em 1994 e 2004, mas ambas foram recuperadas depois. Petter Olsen, cujo pai era amigo e vizinho de Munch, está vendendo uma versão de 1895, e planeja fundar um museu com o dinheiro.

A Sotheby's disse ter feito a estimativa de modo intuitivo. "Parece que 100 milhões de dólares pode funcionar como uma barreira", disse David Norman, co-presidente para arte moderna e impressionista.

"Mas pinturas como essa - aonde elas vão parar é uma questão de momento. É muito difícil de prever. Você está tentando determinar o preço de uma das imagens mais raras e singulares dos últimos 150 anos."

Norman afirmou que muitos apreciadores de arte acreditam que o preço da venda será muito maior do que a estimativa pré-venda. A fama da pintura poderá levar o preço à estratosfera.

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