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Cérebro preservado de Albert Einsten é exposto em galeria londrina

Miguel Medina/AFP
Modelo do cérebro de Albert Einstein faz parte da exposição "Brains: The Mind As Matter", no Wellcome Collection, em Londres. A mostra revela a complexidade do cérebro e ficará aberta ao público até o dia 17 de junho Imagem: Miguel Medina/AFP

Kate Kelland

Londres

27/03/2012 15h09

Nós o conservamos, dissecamos, perfuramos, mumificamos, cortamos e fatiamos ao longo dos séculos. Ainda assim, o cérebro humano, a entidade mais complexa do universo conhecido, continua como uma misteriosa fascinação.

Com amostras do cérebro preservado de Albert Einstein em lâminas e de outras cabeças famosas ou infames, como a do matemático Charles Babbage e do notório assassino William Burke, a exposição, que começa em Londres esta semana, busca explorar esta intriga.

Os curadores dizem que revela a "mente como matéria" com uma perspectiva histórica sobre o que os humanos fizeram com cérebros pela causa da intervenção médica e investigação científica. 

"(Este) frágil órgão único tornou-se objeto das esperanças, temores e crenças mais profundas da sociedade moderna - e de algumas das práticas mais extremas e de tecnologias avançadas", disse o co-curador da exposição, Marius Kwint, que falou a jornalistas em uma prévia na Wellcome Collection em Londres.

"As diferentes formas com que temos tratado e representado cérebros físicos reais despertam um monte de perguntas sobre nossas mentes coletivas." Os cientistas creem que o cérebro contém 100 bilhões de células nervosas e cerca de 100 trilhões de sinapses ou conexões neurais.

Ferramentas em exibição na exposição - desde uma trefina com um cabo de madeira, uma lâmina de dente de tubarão, até um arquivo craniano do século 19 que parece um saca-rolhas ou um abridor de garrafas - mostram como apenas entrar nele normalmente é um trabalho difícil.

O show apresenta um crânio de 5.000 anos, com furos, mostrando há quanto tempo os seres humanos têm utilizado a intervenção direta sobre o assunto da mente.

A exposição termina com vídeos de entrevistas com potenciais doadores de cérebro, procurando ressaltar a importância de um fornecimento contínuo de material novo para trabalhar na busca de tratamentos para doenças como Alzheimer.

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