Topo

Entretenimento

Ex-freira escreve sobre vida de Madre Teresa

23/12/2011 11h37

TÓQUIO (Reuters) - Quando tinha 17 anos, Mary Johnson viu uma fotografia de Madre Teresa em uma revista e soube que havia descoberto o seu futuro.

Em dois anos ela se tornou freira das Missionárias da Caridade, a ordem fundada por Madre Teresa. Vinte anos depois, no entanto, ela deixava a ordem, dilacerada pelo desejo de mais liberdade do que a ofertada por uma vida em que escrever poesia era desencorajado, mas não escrever notas diárias para ajudar a lembrar seus pecados; em que o contato físico era visto com maus olhos e os membros não recebiam permissão de manter contato próximo com seus familiares.

"Eu ainda era muito jovem e Madre Teresa era uma pessoa que eu admirava muito... achava que ela poderia me mostrar quem era Deus e como agradá-lo, como viver bem e como amar bem", disse Mary Johnson em uma entrevista por telefone.

"Então eu tentei fazer isso do modo como ela havia feito, o que pode ter funcionado para ela. Mas depois de um longo tempo, descobri que não funcionava para mim".

Mary narra sua jornada de noviça para freira e o que veio depois em "An Unquenchable Thirst: Following Mother Teresa in Search of Love, Service and an Authentic Life."

O livro detalha seus esforços para obedecer, sua satisfação inicial com o trabalho com os pobres do Bronx, as relações algumas vezes complicadas com suas irmãs da ordem e a solidão que a levou a romper os votos de castidade, uma vez com um padre.

Mary também escreve sobre suas experiências trabalhando com a própria Madre Teresa, que é descrita no livro - apesar da afeição da autora por ela - como uma mulher por vezes sobrecarregada pelas exigências multiplicadas tanto do mundo quanto da ordem que ela havia fundado.

(Reportagem de Elaine Lies)

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Entretenimento