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França abre museu de guerra graças a tesouro de colecionador

11/11/2011 15h11

Por Elizabeth Pineau

PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, inaugurou um museu sobre a Primeira Guerra Mundial na sexta-feira, Dia do Armistício, expondo ao público artefatos que permaneceram escondidos na casa de um colecionador privado durante décadas.

O museu em Meaux, 40 quilômetros a nordeste de Paris, abriga dezenas de milhares de objetos produzidos durante a guerra - de fuzis a uniformes, de fotografias a escovas de dente.

A coleção, uma das maiores da Europa, foi reunida pelo arqueólogo amador Jean-Pierre Verney, de 65 anos, que durante anos trabalhou como fotógrafo antes de se tornar arquivista do Ministério para os Veteranos na França.

Verney, que se descreve como filho da Segunda Guerra Mundial, disse ter desenvolvido um fascínio pela guerra das trincheiras ainda criança, quando seus pais o levavam de férias na região de Aisne, na França, perto do local de uma batalha.

Aos 15 anos, ele foi de carona até Verdun - que, para os franceses, representa a matança que caracterizou boa parte das lutas da Primeira Guerra Mundial - para procurar por memorabilia. A coleção que ele montou ao longo dos anos era guardada em casa.

Enquanto os curadores de Berlim a Boston estavam de olho na coleção, foi o prefeito de Meaux, que também é líder do partido UMP, de Sarkozy, quem obteve o direito de fazer uma proposta, comprando-a por 600 mil euros (815 mil dólares).

"Estou saindo das trincheiras", disse Verney, sorrindo. Ele acrescentou que estava aliviado em transferir a manutenção de sua coleção para as mãos de curadores profissionais.

O museu, cuja construção custou quase 30 milhões de euros, é outra atração para os turistas que visitam a França pela riqueza de seus campos de batalha e da história sobre as guerras - estimados 20 milhões de pessoas por ano.

"Esse é um turismo de memórias, peregrinações, de lembranças, de comemorações", afirmou Serge Barcellini, diretor de arquivo do Ministério da Defesa francês.

O museu em Meaux ficará ao lado do Memorial Verdun, o edifício dos "Invalides" da era de Napoleão em Paris, e o Ossuário Douaumont, perto do Verdun, onde os ossos de milhares de vítimas de artilharia estão armazenados.

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