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Jovens astros de "Harry Potter" encaram a vida depois da série

06/07/2011 20h57

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - Os atores jovens que passaram metade de suas vidas trabalhando nos filmes "Harry Potter" disseram na quarta-feira que estão tendo dificuldade em encarar o fato de a série ter chegado ao fim.

A jornada deles começou com "Harry Potter e a Pedra Filosofal", lançado pela Warner Bros. em 2001, e se encerra dez anos mais tarde com "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", que terá sua première mundial em Londres na quinta-feira.

Os atores principais dos filmes, Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, tinham entre 9 e 11 anos quando foram escolhidos para os papéis respectivos de Harry Potter, Ron Weasley e Hermione Granger, o que os levou a crescer em uma bolha de estrelato mundial e riqueza pessoal.

Na última coletiva de imprensa antes do lançamento do filme, foi perguntado a eles como vão lidar com o fato de não trabalharem mais na franquia.

"Acho que ainda não encarei essa realidade de frente", disse Grint, que está com 22 anos. "Desde que terminamos a filmagem, um ano atrás, eu tenho me sentido um pouco perdido, sem saber o que fazer na vida."

Emma Watson, 21, disse que acha que o fato de representar Hermione a impeliu a ser uma pessoa melhor na vida real.

"Vou sentir falta de Hermione, de ser esta garota que vive em um mundo mágico incrível e tem tantas aventuras. Isso é arrasador."

Daniel Radcliffe, que se dirigiu à coletiva em um vídeo previamente gravado porque estava atuando numa peça na Broadway, disse que os três têm uma amizade forte.

"Acho que a amizade entre Rupert, Emma e eu é inquebrável, porque ninguém mais sabe como foi viver esta loucura. Vou sentir muita, muita saudade deles, mas espero que a gente encontre outros projetos para trabalhar juntos."

FALTA DE OSCAR NÃO É PROBLEMA

David Yates, que dirigiu os quatro últimos filmes "Potter", foi questionado se ele se incomoda com o fato de os filmes da série terem sempre sido preteridos nas principais premiações de cinema, incluindo o Oscar.

Apesar de terem recebido várias indicações, principalmente em categorias técnicas, os sete filmes lançados até agora não receberam um único prêmio da Academia, fato que, para alguns críticos, foi um descuido importante.

"Acho que já fizemos as pazes com isso", disse Yates. "Há tanto para curtir no fato de fazer parte desta série de filmes, sobretudo o afeto dos fãs e o fato de que existe uma comunidade global que acompanha estas histórias com enorme paixão."

Ele mencionou que centenas de fãs de Harry Potter vindos de todo o mundo estão acampados na praça Trafalgar, onde acontecerá a première com tapete vermelho na quinta-feira, apenas para fazerem parte do capítulo final.

"Há outras compensações que não sejam troféus. Acho que isso não é problema para nós", disse Yates.

Os sete filmes anteriores arrecadaram cerca de 6,4 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais, e os livros de J.K. Rowling, sobre os quais são baseados, venderam mais de 400 milhões de exemplares em todo o mundo.

"Relíquias da Morte - Parte 2" é o primeiro filme da série a sair em 3D, e especialistas preveem que sua performance nas bilheterias será forte, começando em 13 de julho. O filme chega aos cinemas britânicos e americanos em 15 de julho.

Em "Relíquias da Morte - Parte 2", Harry se aproxima inexoravelmente do confronto final com seu arqui-inimigo, lorde Voldemort, representado por Ralph Fiennes.

Uma cena de batalha na Escola Hogwarts de Magia e Bruxaria parece saída diretamente de um filme de guerra, com morte e destruição em grande escala enquanto os jovens magos lutam contra as forças do mal.

Yates e o produtor David Heyman disseram acreditar que não haverá um novo livro ou filme sobre Harry Potter.

"A série fará muita falta", disse Yates. "Vai deixar um buraco enorme."

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