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"Beautiful Boy" trata de ataques em escolas sob ótica diferente

03/06/2011 17h03

Por Zorianna Kit

LOS ANGELES (Reuters) - Os casos de massacres em escolas cobrem as telas da TV de imagens sangrentas, enchem os jornais de relatos dilacerantes de alunos apavorados e geram perguntas dolorosas sobre as motivações dos jovens assassinos.

Mas o filme "Beautiful Boy", que estreia nos Estados Unidos na sexta-feira, inova ao voltar seu foco sobre os angustiados pais de um assassino adolescente.

Maria Bello e Michael Sheen protagonizam o filme independente nos papéis de Kate e Bill, cujo casamento já problemático é ainda mais fortemente testado quando seu único filho comete um massacre em sua escola, antes de atirar nele mesmo.

"Os pais são pessoas comuns que estão fazendo o melhor que conseguem para criar seu filho", disse à Reuters o diretor e co-roteirista Shawn Ku.

"Mas, quando acontece algo assim, eles frequentemente são esquecidos, ou, ainda pior, responsabilizados. Achamos que valeria a pena mostrar o lado humano deles."

"Beautiful Boy" é o segundo filme deste ano sobre o tema dos massacres em escolas. "Precisamos Falar sobre o Kevin", baseado em um romance de 2003 de Lionel Shriver, estreou em maio no Festival de Cinema de Cannes, com Tilda Swinton no papel de mãe que tenta reiniciar sua vida após a matança cometida por seu filho. O filme fará sua estreia comercial este ano.

Os dois filmes se baseiam no massacre de 1999 na escola Columbine, no Colorado, onde dois adolescentes mataram 12 alunos e um professor antes de cometerem suicídio, e no caso de 2007 na universidade Virginia Tech, em que um universátio com problemas de saúde mental matou 32 pessoas a tiros e então se matou.

Em "Beautiful Boy", o massacre ocorre fora da tela.

"Em última análise, nosso filme é sobre tristeza e amor. O massacre é secundário", disse Ku.

Depois do massacre, a invasão da mídia obriga Kate e Bill a se mudarem para a casa de parentes que têm um filho pequeno.

Ali eles, que dormiam em camas separadas, são obrigados a dividir a mesma cama, enquanto Kate se apaixona pela criança, como se quisesse uma segunda chance de criar um filho.

"Eles se culpam, culpam um ao outro, culpam seu casamento e o fato de que não foram exemplos de uma vida feliz. Culpam as crianças na escola", disse o co-roteirista Michael Armbruster.

Mas a razão do crime é algo que nunca chega a ser elucidado.

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