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Casas de leilões preveem recuperação do mercado de arte russa

Reprodução/macdougallauction.com
Trabalho do russo Ivan Shishkin (1832-1898), um dos destaques da coleção da casa de leilões MacDougall's Imagem: Reprodução/macdougallauction.com

26/11/2010 13h14

LONDRES - Russos ricos vão retornar a Londres na próxima semana para uma série de leilões de arte nos quais as casas especializadas pretendem comprovar que o mercado está voltando a crescer.

Estimativas sugerem que as expectativas são de ganhos sólidos em relação ao ano passado, embora os ganhos devam ser bem menos espetaculares que os preços astronômicos que vêm sendo pagos por compradores chineses por obras de arte chinesa em leilões recentes, de Londres a Hong Kong.

Jo Vickery, chefe do departamento de arte russa da Sotheby's de Londres, disse à Reuters: "Há menos arte sendo oferecida no momento do que havia dois anos atrás, mas acho que essa situação está mudando. Muito mais gente está vindo para oferecer obras para o próximo ano."

"A estabilidade trouxe as pessoas de volta, e os preços estão se segurando bem."

A Sotheby's espera levantar mais de 12 milhões de libras (US$ 19 milhões), menos que o total correspondente do ano passado, de US$ 19,4 milhões. Mas o total do ano passado incluiu um leilão de trabalhos de um único dono que rendeu mais de 7 milhões de libras.

A empresa acabou de promover um leilão de arte russa em Nova York que rendeu US$ 14,4 milhões, o que significa que, ao todo, ela prevê um crescimento leve.

"O clima no mercado é de otimismo crescente", disse Vickery.

A casa de leilões MacDougall's, especializada em arte russa, espera vender obras no valor de mais de 17 milhões de libras, quase o dobro do que vendeu no inverno de 2009 (9,4 milhões de libras).

A MacDougall's tem as obras mais valorizadas da semana em Londres, com a tela "Vista da Ilha de Valaam, Kukko", de Ivan Shishkin, avaliada em entre 900 mil e 1,2 milhão de libras.

"Montamos uma coleção muito boa, com artistas que incluem Shishkin, Aivazovsky, Repin e Goncharova, chegando ao século 20", disse a diretora Catherine MacDougall (por Mike Collett-White).

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