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Louis Vuitton pretende vender menos antes do Natal

14/09/2010 18h19

Por Astrid Wendlandt

PARIS (Reuters) - A empresa francesa de artigos de luxo de couro Louis Vuitton está fechando suas lojas parisienses uma hora mais cedo que o normal para conservar estoques, antes do período de compras intensivas do Natal, disseram balconistas das lojas na terça-feira.

As lojas, que atraem muitos turistas, são especialmente procuradas por consumidores japoneses, chineses e russos e formam uma parte importante da receita total da grife francesa na Europa ocidental.

As lojas envolvidas incluem a loja principal da Louis Vuitton, na avenida Champs-Elysees, e duas outras na avenida Montaigne e na praça Saint-Germain des Pres.

Turistas dizem que as bolsas de couro Louis Vuitton com frequência custam menos na capital francesa que em cidades como Xangai, Tóquio e Moscou.

"Estamos fechando às 18h, em vez de 19h, para recompor nossos estoques antes da temporada do Natal", disse um balconista, acrescentando que o novo horário de fechamento vai vigorar até 1 de dezembro.

As butiques Louis Vuitton nas lojas de departamentos Bon Marché, Printemps Haussmann e Galeries Lafayette não serão afetadas pelo novo horário, disse o balconista, que não quis se identificar.

A Louis Vuitton, cujas bolsas tradicionais de cor cobre com detalhes em relevo geralmente custam a partir de mil euros (1.287 dólares), gera aproximadamente metade dos lucros operacionais de sua empresa mãe, a LVMH, o maior grupo de luxo do mundo.

O grupo se negou a comentar os horários de abertura ou fechamento de suas lojas.

A fabricante de artigos de couro francesa não é a única marca de luxo a estar tendo problemas de oferta.

Os clientes da Hermes na Ásia às vezes precisam esperar mais de três anos por uma bolsa específica. A empresa diz que prefere ampliar sua produção aos poucos para preservar a qualidade, mesmo que isso prejudique seu crescimento.

A Louis Vuitton, que tem 11 ateliês ou oficinas na França, está construindo um novo ateliê na região de Drome, no sul da França, para aumentar sua produção. O ateliê entrará em operação no segundo semestre do próximo ano e vai empregar 200 pessoas.

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