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Crítica detona 'Smile', o novo disco de Katy Perry: 'clichê' e 'inadequado'

Capa de "Smile", novo álbum de Katy Perry - Divulgação
Capa de 'Smile', novo álbum de Katy Perry Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

28/08/2020 11h50

Chegou hoje às plataformas digitais "Smile", o sexto álbum de estúdio da carreira da cantora pop americana Katy Perry. E, depois de enfrentar críticas pesadas pelo antecessor "Witness", de 2017, a história parece se repetir.

Boa parte da crítica especializada em música não aprovou o novo trabalho da cantora, apesar da boa recepção do público.

A Pitchfork, referência em música, morde e assopra ao admitir que mesmo com músicas repetitivas, a americana deve alcançar o topo da parada em algum momento. Os fãs sempre ajudam. Ainda assim, faz uma das críticas mais ferrenhas a "Smile":

O pop borbulhante e cheio de clichês de Katy Perry parece bem inadequado para a vida em uma pandemia.

O texto, assinado por Dani Blum, ainda destaca a falta da maturidade da artista:

Os clichês estão praticamente embutidos na marca de Katy Perry, mas quando ela os utiliza para retomar de maneira fofa as suas músicas anteriores, eles apresentam mais evidências de que ela realmente não cresceu.

O jornal The New York Times pegou mais leve com Katy Perry, lembrando que "Smile" chega na mesma semana em que "Teenage Dream" completa dez anos, e que a cantora dificilmente vai superar o sucesso desse álbum, que trouxe hits como "Firework", "Last Friday Night" e "California Gurls", além da própria música que dá o nome ao disco:

"Katy Perry foi mais uma vez acusada de estar em desacordo com os tempos", relembra o texto sobre a capa do disco em que ela surge como uma palhaça. "Mas, pelo menos desta vez, a crítica foi muito dura", avalia Lindsay Zoladz.

'Smile' não vai muito além de um sentimento geral de elevação, e tem uma leveza que o torna um álbum melhor e mais ágil do que seu antecessor.

A Entertainment Weekly avaliou o álbum com um B-, alegando que as músicas de Katy Perry soam muito repetitivas ao longo dos quase 20 anos de carreira:

Katy Perry, que completa 36 anos em outubro, dificilmente ficará desempregada tão cedo. Mas, mesmo em sua forma mais doce, 'Smile' ainda parece o trabalho muito familiar de uma estrela comprometida em permanecer agradavelmente, fundamentalmente inalterada - e esse pode ser o único pecado mortal que a música pop não pode perdoar.

A revista britânica NME dá 2 de 5 estrelas para Katy Perry e faz um dos comentários mais pesados sobre "Smile", assinado por Hannah Mylrea:

Não é que as músicas sejam ruins, é pior do que isso. Elas são amplamente esquecíveis. É frustrante, pois esta é a mulher por trás de algumas das músicas mais divertidas - e mais vendidas - de todos os tempos. Mas por mais que você queira que 'Smile' seja um retorno à boa forma da artista, as canções de seu quinto álbum não conseguem te pegar. Resumindo, 'Smile' não tem os 'fireworks' dos anos de ouro de Katy Perry.

Mas se a crítica não curtiu o novo álbum de Katy Perry, ela sempre terá os katycats para defendê-la: