PUBLICIDADE
Topo

3 lições que Trump (e todo mundo) pode aprender com 'Insecure'

Cena de "Insecure", série da HBO criada por Issa Rae (centro) - Divulgação
Cena de 'Insecure', série da HBO criada por Issa Rae (centro) Imagem: Divulgação

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

09/06/2020 13h17

Não é segredo que o presidente norte-americano Donald Trump ama o Twitter. Sua única curtida na rede social, por outro lado, é uma grande surpresa: é um tuíte sobre o episódio de "Insecure" que foi ao ar no último domingo. Não acredita? Temos um print:

Post curtido pelo perfil de Donald Trump no Twitter - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Isso abre espaço para tantas dúvidas... Seria Trump um fã de "Insecure"? Ele ficou chateado com o que vem acontecendo com Issa e Molly? Nem a protagonista e criadora da série, Issa Rae, entendeu o que estava acontecendo.

Ok, provavelmente foi um engano do presidente ou de alguém da sua equipe. Mas a série da HBO, que já está em sua quarta temporada, pode trazer algumas lições para quem está assistindo —inclusive para ele.

A disparidade de salários é um problema real

Em "Insecure", Molly (Yvonne Orji) é uma advogada que se dedica bastante a sua vida profissional. No entanto, em certo momento, ela tem uma surpresa bem desagradável ao descobrir que ganha muito menos do que um colega branco.

Essa, infelizmente, é uma realidade. Segundo dados do Institute for Women's Policy Research, mulheres negras ganham 39% menos do que homens brancos, e 21% menos do que mulheres brancas.

É uma boa lição para o republicano, já que seu governo tentou barrar esforços para que as empresas revelassem dados de salários, gênero e raça para a Equal Employment Opportunity Commission, órgão que fiscaliza a discriminação em locais de trabalho.

Saúde mental não é brincadeira

Trump já se referiu, mais de uma vez, a adversários políticos, como a democrata Nancy Pelosi, insinuando que eles têm problemas de saúde mental —o que, obviamente, não deveria ser usado como insulto.

Mas fica a dica: dá para aprender a ter mais empatia com "Insecure", que abriu uma porta importante ao mostrar personagens como Lawrence (Jay Ellis) e Nathan (Kendrick Sampson) lidando com a depressão (e como ela afeta aqueles ao seu redor).

A série também acertou ao retratar Molly dando uma chance para a terapia, que ainda é estigmatizada.

O valor de uma mulher não está na aparência dela

Sim, esta é uma lição meio óbvia —mas que parece ser fácil de esquecer. Nos últimos anos, muitos dos comentários do magnata em relação a mulheres foram relacionados exclusivamente à aparência delas. Ele inclusive criticou a sua rival nas eleições, Hilary Clinton, dizendo que "ela não o havia impressionado".

Já passou da hora de entender que mulheres são mais do que seus corpos e rostos. Elas têm ideias, sonhos, propostas, e outros atributos que não sejam físicos. E "Insecure" mostra isso por meio de Issa, Molly e Condola (Christina Elmore): mulheres que têm vidas multidimensionais, com defeitos e qualidades, e com as quais nós podemos (ou não) nos identificar.

2020, né?