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George Clooney: 'Racismo é a maior pandemia dos EUA, e não há vacina'

O ator e diretor George Clooney - Rodin Eckenroth/Getty Images/AFP
O ator e diretor George Clooney Imagem: Rodin Eckenroth/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo

01/06/2020 13h45

George Clooney escreveu um artigo para o site The Daily Beast, reagindo aos protestos que eclodiram pelo país após a morte de George Floyd, um segurança de restaurante negro que estava sob custódia policial.

No texto, o astro de "Onze Homens e um Segredo" definiu o racismo como "a grande pandemia" dos EUA. "Ela infecta todos nós, e em 400 anos não conseguimos achar uma vacina. Parece que paramos de procurar por uma", escreveu.

Histórico

Clooney também lembrou, no artigo, de casos semelhantes ao de Floyd que já haviam provocado revolta e protestos pelo país — do espancamento de Rodney King em 1992 às mortes de Eric Garner, Tamir Rice, Philando Castille e Laquan McDonald em anos mais recentes.

"A raiva e a frustração que vemos mais uma ver invadindo as ruas é um lembrete do quão pouco crescemos, como país, desde o pecado original da escravidão. O fato de não estarmos mais vendendo e comprando seres humanos não é motivo para orgulho", disse.

Soluções

O ator aproveitou o texto para listar algumas mudanças que gostaria de ver nos EUA na questão da injustiça social, e alfinetou o presidente Donald Trump por sua reação aos protestos.

"Precisamos de mudança sistemática no nosso policiamento e no nosso sistema judicial. Precisamos de políticos que preguem justiça básica e igualitária para todos os cidadãos. Não precisamos de líderes que incentivam o ódio e a violência, como se a ideia de atirar em saqueadores seja algo além de um chamado à ação para os racistas", completou Clooney.

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