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Dante Mantovani é nomeado novamente presidente da Funarte

Dante Mantovani, novo presidente da Funarte - Reprodução/YouTube/Dante Mantovani
Dante Mantovani, novo presidente da Funarte Imagem: Reprodução/YouTube/Dante Mantovani

Eduardo Lucizano

Do UOL, em São Paulo

05/05/2020 02h09Atualizada em 05/05/2020 10h33

Demitido há dois meses da presidência da Funarte (Fundação Nacional de Artes), Dante Henrique Mantovani foi nomeado hoje novamente para o cargo em publicação do Diário Oficial da União. Mantovani havia sido designado para o cargo em dezembro, mas foi demitido por Regina Duarte assim que a atriz assumiu a secretária nacional de cultura.

Na época, Mantovani foi criticado por um vídeo publicado em outubro de 2019. Ele disse que "o rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto, que, por sua vez, alimenta uma coisa muito mais pesada, que é o satanismo. O próprio John Lennon disse abertamente, mais de uma vez, que ele fez um pacto com o diabo para fazer sucesso".

Mantovani tinha sido indicado ao cargo pelo antecessor de Regina Duarte, Roberto Alvim, que foi demitido após anunciar o lançamento de um prêmio cultural com um discurso aparentemente inspirado em Joseph Goebbels, ministro de Propaganda da Alemanha nazista.

Alvim, assim como os outros dirigentes demitidos por Regina Duarte, são discípulos de Olavo de Carvalho, que vive nos Estados Unidos e tinha declarado que Regina Duarte estava no cargo por indicação sua.

"Se a Regina Duarte quer mesmo se livrar de indicados do Olavo de Carvalho, a pessoa principal que ela teria de botar para fora do ministério seria ela mesma", escreveu no Twitter.

Em vídeos antigos, Mantovani diz que soviéticos se infiltraram na CIA (departamento de inteligência dos EUA), para distribuir drogas no festival de Woodstock, em 1969.

"Existem certos indícios de que a distribuição em larga escala de drogas, do LSD, foi feita pela própria CIA. Havia infiltrados do serviço soviético lá", disse o maestro.

Contudo, ele não é crítico total do rock. Em outro vídeo, publicado em fevereiro de 2018, diz ser fã de Angra e Metallica, e descreveu o que pensa sobre o estilo musical.

"A música também tem a sua finalidade. Eu acho o rock, por exemplo, muito bom para quando você está dirigindo no trânsito ou na estrada e começa a te dar aquele sono, você coloca o rock e acorda na hora", opinou.

O sertanejo, estilo do qual muitos cantores apoiam Bolsonaro, também foi criticado pelo novo presidente da Funarte em fevereiro de 2018.

"Quem faz sucesso hoje com esse chamado sertanejo universitário não tem relação alguma com o campo, a vida rural, a vida brasileira. Tem a ver com a ganância, com querer ganhar dinheiro com essas músicas de baixíssima qualidade que acabam inclusive por distorcer o nome da chamada música sertaneja, principalmente a de raiz", argumentou.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do publicado no nono parágrafo, Dante Mantovani disse que o rock é bom para acordar, e não que estimula o sono. A informação foi corrigida.

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