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Jim Parsons deixa Sheldon para trás com agente inescrupuloso em 'Hollywood'

Jim Parsons como o agente Henry Wilson na série "Hollywood" - Divulgação
Jim Parsons como o agente Henry Wilson na série 'Hollywood' Imagem: Divulgação

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

03/05/2020 04h00

Após 12 temporadas à frente de "The Big Bang Theory" como Sheldon, o nerd ranzinza e cheio de manias, Jim Parsons tem um novo papel na TV: ele está na minissérie "Hollywood", de Ryan Murphy e Ian Brennan, como Henry Willson, o agente por trás do sucesso de estrelas da Era de Ouro de Hollywood, como Rock Hudson e Lana Turner.

Wilson, uma das figuras reais retratadas na produção da Netflix, era conhecido por seu relacionamento abusivo com os clientes: vivendo no armário em uma época no qual assumir sua orientação sexual era um risco, o agente abusava sexualmente de jovens atores, a quem prometia, em troca, fama e papéis em filmes.

À direita, o agente de talentos Henry Willson, em foto de 1935 - Bettmann Archive/Getty Images - Bettmann Archive/Getty Images
À direita, o agente de talentos Henry Willson, em foto de 1935
Imagem: Bettmann Archive/Getty Images

O comportamento predatório de Wilson é retratado na série, em especial em suas cenas com o ingênuo Roy (Jake Picking), a quem transforma no futuro astro Rock Hudson. As sequências, revoltantes, quase fazem esquecer o nerd que, por tanto tempo, Parsons viveu em "The Big Bang Theory" (e que ainda vive, por voz, no spin-off "Young Sheldon"). "Quase" porque, em alguns momentos, o ator reencarna as birras do físico nas birras do agente.

Mas na maior parte do tempo Parsons surge como nunca o vimos antes, seja dançando como Isadora Duncan, seja fazendo o jogo rápido de olhares de quem tem de ser uma coisa em frente das câmeras e outra na vida privada (uma sequência no episódio final é especialmente impressionante).

Empatia

O ator, escolhido pelo próprio Murphy para o papel, mergulhou na biografia de Wilson para interpretá-lo —e, ao fim do processo, conseguiu até sentir empatia por ele, conforme revelou em entrevista à revista "Hollywood Reporter".

Ele terminou a vida pobre, porque havia gastado todos os seus recursos tentando levar seus clientes ao ponto em que gostaria que eles estivessem, pagando por roupas, aulas, dentistas. Por mais cruel e estranho que ele pudesse ser, eu senti pena dele quando li que ele morreu sem nada

Para se transformar no agente, o ator passava cerca de duas horas e meia na maquiagem, onde eram aplicadas próteses sobre seu rosto. "Eu saía do trailer me sentindo transformado e mais livre. Acabou sendo uma das experiências mais poderosas da minha vida".

"Hollywood" já está disponível na Netflix.

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