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Emicida: O disco é um presente para Wilson das Neves

Do UOL, em São Paulo

31/10/2019 04h01

Rapper mais popular do Brasil, astro de festivais que levou os flows ao Theatro Municipal de São Paulo, Emicida sabe que mudou. O discurso virulento e colérico do passado, moldado no corre das batalhas, ainda vive dentro dele, massua palheta musical passa por um contínuo processo de colorização.

O álbum AmarElo, lançado hoje, o primeiro em quatro anos, é um exemplo disso. Emicida expande horizontes cantando melodias, acenando às origens no rap e abrindo-se fortemente à MPB. Entre outras "ousadias", ele subverte a métrica do samba com Zeca Pagodinho e desafia o pop com Pabllo Vittar, além de chamar Fernanda Montenegro para declamar na faixa Ismália.

Dono de grife, gravadora, produtor e empresário, Emicida foi longe demais? Jamais. "Quero ser sincero com o público. Não vou fingir que moro no barraco. Seria constrangedor fazer isso à esta altura do campeonato. Não vou fingir que passo fome. Trabalhei muito. Tenho origem muito pobre", destaca ele ao UOL, sem perder a conexão com a quebrada.

Conteúdo disponível em podcast

A entrevista de Emicida integra a série de podcasts UOL Entrevista, lançado em julho

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