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Ringo e Dave Grohl lembram mortes de Lennon e Cobain: "Não sabia como agir"

19.mai.1967 - Três dos Beatles: Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon - John Pratt/Keystone/Getty Images
19.mai.1967 - Três dos Beatles: Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon Imagem: John Pratt/Keystone/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

30/10/2019 15h37

Ringo Starr e Dave Grohl deram entrevista conjunta para a revista Rolling Stone, e relembraram momentos difíceis em que perderam colegas de banda. Starr viu John Lennon e George Harrison, parceiros de Beatles, morrerem, e Grohl perdeu Kurt Cobain, líder do Nirvana.

"Quando John se foi, eu estava nas Bahamas. Eu recebi um telefonema dos meus enteados em Los Angeles, dizendo: 'Algo aconteceu com John'. E um pouco depois eles me ligaram de novo: 'John morreu'", relembrou Starr sobre o assassinato de Lennon, em 1980.

"Eu não sabia como agir. Eu ainda fico revoltado quando penso que algum idiota atirou nele", comentou ainda, se referindo ao assassino Mark David Chapman. "Na época, eu só disse: 'Precisamos pegar um avião e ir para Nova York'".

"Fomos até o apartamento [de Lennon] e dissemos: 'Há algo que possamos fazer?'. E Yoko [Ono] só disse: 'Brinque um pouco com Sean [Lennon, filho do casal]. Mantenha ele ocupado'. Foi isso que eu fiquei fazendo", revelou ainda.

"Com George, foi do mesmo jeito", disse Starr, se emocionando. "Desculpem, eu sou um chorão. Mas ele [Harrison] ficou doente por um tempo. Eu tive que ir para Boston encontrar a minha filha, e disse para ele: 'Eu preciso ir por um tempo'".

"E ele estava prestes a morrer, mas me falou: 'Você quer que eu vá com você?'. Quantas pessoas se doam assim por você?", questionou. "Nós quatro [os Beatles] éramos ótimos amigos, com alguns probleminhas menores".

Os integrantes do Nirvana: Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl - Reprodução
Os integrantes do Nirvana: Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl
Imagem: Reprodução

Cobain

Enquanto isso, Grohl comentou que não gosta muito de responder perguntas sobre a morte de Kurt, por suicídio, em 1994. "É difícil quando um amigo, ou alguém de quem você é muito próximo na vida real, se torna algo maior do que um ser humano para as outras pessoas", definiu.

"Você se senta para dar uma entrevista e as pessoas fazem perguntas que são muito emocionais, e que você nunca perguntaria para um estranho em outras situações", disse ainda.

"Não existe jeito certo ou errado de sentir luto por alguém que você ama. Por um tempo, você se sente anestesiado. Depois, lembra das coisas boas, e depois das coisas ruins. Por um tempo, eu nem ligava o rádio", comentou.

"Quando Kurt morreu, foi difícil por um tempo, mas eu percebi que era importante continuar com a minha vida, e a coisa que salvou minha vida foi a música. Naquela ocasião e em algumas vezes antes dela, a música salvou minha vida", completou.

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