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Rihanna vê novo álbum 'inspirado no reggae' e lembra ausência no Super Bowl

Cantora é capa da revista Vogue de novembro de 2019 - Divulgação
Cantora é capa da revista Vogue de novembro de 2019 Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo*

09/10/2019 16h46

Em entrevista à edição de novembro da revista Vogue, Rihanna deu informações concretas a respeito de seu próximo álbum - que, segundo ela, terá forte influência do reggae.

Não é a primeira vez que ela fala sobre o lançamento, seu primeiro disco desde Anti (2016). Em junho de 2018, também à Vogue, ela já havia anunciado a possibilidade de misturar o ritmo jamaicano às suas canções. Desta vez, confirmou.

"Eu gosto de olhá-lo como um álbum inspirado no reggae, ou com uma mistura do reggae", disse. "Não vai ser algo típico ou o que você conhece como reggae. Mas você vai sentir os elementos em todas as faixas", prometeu.

A estrela ainda fez duras críticas contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por causa da política discriminatória e usou a resposta do chefe de governo ao caso do homem branco que abriu fogo dentro de uma loja de conveniência, em El Paso, no Texas, que matou 22 pessoas. À revista, ela chamou Trump de "o homem mais mentalmente doente dos Estados Unidos".

"Coloca um homem árabe com essa mesma arma, no mesmo Walmart, e de nenhuma forma Trump ficaria sentado para dizer publicamente que é um problema de saúde mental. O ser humano mais mentalmente doente dos Estados Unidos, atualmente, parece ser o presidente", garantiu Rihanna.

"As pessoas estão sendo mortas por armas de guerra que são compradas legalmente. Isso não é normal. Isso nunca deveria ser normal. E o fato de ser classificado como algo diferente por causa da cor da pele? Isso é um tapa na cara. É completamente racista", afirmou ainda.

Rihanna divulga data de lançamento de novo álbum

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Ausência no Super Bowl

Rihanna revelou o motivo pela recusa para se apresentar no show do intervalo do Super Bowl, a final da principal liga de futebol americano dos Estados Unidos (NFL), que chegou a ser acusada de atuar contra um jogador que realizava protestos antirracismo dentro de campo.

"Não podia me atrever a fazer isso. Para quê? Quem ganha com isso? Não o meu povo. Simplesmente, não podia ser uma vendida. Há coisas com que não estou de acordo em nada com essa organização. Eu não iria aparecer e serví-los sde maneira alguma", disse a estrela, em trecho da entrevista.

Rihanna foi mais uma a se solidarizar com o quarterback Colin Kaepernick, ex-jogador do San Francisco 49ers, que passou a se ajoelhar durante as execuções do hino nacional americano, em protesto contra a injustiça racial e a brutalidade no país.

Os atos foram iniciados em 2016, pouco antes do jogador deixar a equipe. Depois disso, ele não conseguiu mais ser contratado e chegou a entrar com ação na justiça, acusando a NFL a fazer pressão nas franquias que disputam a liga, para que nenhuma o contratasse.

Rihanna chegou a ser convidada para cantar no intervalo da edição passada do Super Bowl, em que o New England Patriots bateu o Los Angeles Rams. A cantora, no entanto, se recusou a fazer o show, que acabou sendo de Maroon 5, Travis Scott e Big Boi.

* Com informações da EFE

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