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Sem NX Zero, Di Ferrero se joga no pop: "Não foi tão simples saber quem eu sou"

TV Globo/Divulgação
Imagem: TV Globo/Divulgação

Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

19/07/2019 04h00

No meio de 2017, o NX Zero anunciou uma pausa nas atividades da banda. De lá pra cá, Di Ferrero chegou a cogitar se afastar uns tempos da música e pensou até em tirar um ano sabático "tipo Tiago Iorc", como afirmou ao UOL. Mas não deu. No lugar do descanso, se arriscou em novas composições que logo viraram singles, como Sentença. Hoje, lança seis faixas: Viver Bem, Diamante Raro, Seus Sinais, Outra Dose, Não É Tarde Demais e Vou Te Levar.

E isso não é um teste. Nem um EP. É a primeira parte de um disco, chamado Sinais. "Eu chamo de álbum. Eu gosto. Acho que sou um artista de álbum. Sinais é um lance bem de intuição. Intuição mesmo. Sério. Tanto que eu mudei o nome esse dias aí e tive que alterar tudo", explicou.

Em seus últimos álbuns e EPs, o NX Zero e Di Ferrero já davam sinais de uma aproximação com o pop e outras vertentes. Sem a banda, o cantor dá um salto definitivo para abraçar novos sons. "Um processo doido", como contou.

"Depois da pausa do NX resolvi lançar uns singles e comecei a curtir o caminho. Não foi tão simples assim saber quem eu sou. É bastante tempo dividindo o que que queria de arte e música com outras pessoas".

Na parte 1 de Sinais, Di entrega de tudo um pouco: baladas carregadas pelo violão - caso de Seus Sinais -, canções mais apoteóticas como Diamante Raro e até Outra Dose, que se arrisca nas batidas do dancehall e reggaeton.

As seis faixas são todas assinadas por Di Ferrero. Mais do que ter seu nome creditado em todas as canções, ele transparece durante toda a conversa uma confiança diferente do que à frente do NX Zero, onde tinha que responder enquanto grupo. Nitidamente, o cantor se sente mais dono de sua obra e confortável em defendê-la.

"Sinais é um recomeço. Não é do zero, mas é um recomeço meu. Eu amo o som. Na minha vida, como pessoa, é o momento mais incrível e esperado pra mim até agora".

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