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Organização cristã admite erro e agora ataca a Amazon por série "satanista"

Cena da série Good Omens - Reprodução
Cena da série Good Omens
Imagem: Reprodução

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

21/06/2019 18h47

A organização cristã Return To Order admitiu hoje que errou ao exigir da Netflix o cancelamento da série Good Omens -- que é da Amazon Prime --, mas reitera que segue defendendo seus direitos.

"Nós pedimos desculpas pelo erro, e os protestos serão entregues para a Amazon quando a campanha estiver completa", escreveu o grupo em comunicado.

A confusão foi a seguinte: o grupo pediu nesta semana para a Netflix cancelar a série, que já está completa e não terá segunda temporada. Ou seja, além de se enganar com a plataforma de streaming, o cancelamento foi para uma série que já acabou.

"Eu amei que eles vão escrever para a Netflix para que Good Omens seja cancelado", disse o autor Neil Gaiman ontem. "Isso diz tudo".

Segundo a petição, a série é "mais um passo para fazer com que o satanismo pareça normal, leve e aceitável", além de "ofender a sabedoria de Deus". A organização ainda criticou que Deus é dublado por uma mulher (a vencedora do Oscar Frances McDormand).

A Amazon Prime brincou no Twitter com a situação: "Ei, Netflix, eu cancelo Stranger Things se você cancelar Good Omens". A Netflix respondeu a petição: "Ok, prometemos não fazer mais".

A série segue o anjo Aziraphale (Michael Sheen, de "Masters of Sex") e o demônio Crowley (David Tennant, de "Jessica Jones"), que não têm muito em comum a não ser o desejo de salvar a Terra do fim dos tempos.

A produção, que estreou no dia 31 de maio no streaming da Amazon Prime Video, foi adaptada do livro de Gaiman e Terry Pratchett. O próprio Gaiman escreveu o roteiro dos seis episódios, e serve como showrunner.