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"Depois da fama apareceu pai para mim no Brasil todo", conta Elymar Santos

Elymar Santos com Danilo Gentili - Lourival Ribeiro/SBT/Divulgação
Elymar Santos com Danilo Gentili Imagem: Lourival Ribeiro/SBT/Divulgação

Jonathan Pereira

Colaboração para o UOL

22/05/2019 08h53

Elymar Santos falou da carreira no "The Noite" de ontem e contou um fato inusitado que aconteceu após a fama. O cantor, que na década de 90 era presença constante no "Domingão do Faustão" soltando a voz com canções como "Escancarando de Vez", foi bastante procurado ao revelar que não conhecia o pai.

"Sou filho de empregada doméstica, não sei quem é meu pai. Depois da fama apareceu um monte. Uma vez fiz um comentário acho que no programa da Ana Maria Braga, no dia seguinte apareceu pai para mim no Brasil todo", recorda.

"Recebi carta: 'perdoa nosso pai, você tem dez irmãos'. Falei 'mãe, tu rodou, hein?'", diverte-se, afirmando não ter curiosidade em saber quem seria seu pai biológico. "Importante é saber quem é a mãe. Ela é uma guerreira".

Canecão

Cantar no Canecão, no Rio, foi um divisor de águas em sua vida. "Eu era cantor de bares, cantava na noite. E lá cantava gente como Elis Regina, popular nem pensar. O único popular que cantava lá era Roberto Carlos. Eu abri as portas".

Mas não foi fácil - por não ser conhecido, ele precisou alugar o espaço. "Muito dinheiro, hoje seria por volta de R$ 300 mil. Eu comprava os ingressos, para vender e dar o dinheiro para eles. Faltavam 15 dias e não tinha mais um ingresso para vender. E em uma época que não tinha internet, era de porta em porta", orgulha-se.

"Tinha medo que as pessoas comprassem o ingresso e esquecessem de ir, então coloquei propaganda na Globo, [no intervalo de] 'Roque Santeiro, 'Fantástico'". E como conseguiu bancar os custos? "Tinha meu apartamento, estava devendo à Caixa, eles queriam leiloar. Ele foi a leilão, ninguém comprou. Depois do Canecão, peguei ele de volta".

Apesar da ousadia, Elymar chegou a duvidar que brilharia. "Não achava que um dia eu fosse conseguir sucesso. Cantava porque não me via fazendo outra coisa". E qual seria o plano B? "Acho que ia ser o maior trambiqueiro. Rolo é comigo mesmo, sei fazer rolo. Eu me viro", brinca.