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Como foi feito "O Rei Leão"? Bastidores do inovador remake da Disney são revelados

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Simba é apresentado em primeiro trailer de "O Rei Leão" Imagem: Reprodução

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

2019-04-25T11:52:54

25/04/2019 11h52

A nova versão de "O Rei Leão" tem desafiado classificações desde o lançamento do seu primeiro trailer, em novembro. Embora a Disney esteja no meio de uma série de "refilmagens live-action" de seus clássicos animados, o novo filme de Jon Favreau pode receber o mesmo selo, mesmo que não tenha nenhum ator de carne e osso aparecendo na tela?

Com o filme marcado para estreia no 18 de julho, a equipe de "O Rei Leão" abriu os bastidores para uma nova matéria da revista "Entertainment Weekly", revelando as técnicas inovadoras que fizeram a produção possível. E, só para registrar, a equipe prefere o termo "produção virtual" ao invés de "live-action".

Como a matéria explica, o longa foi "filmado" exatamente como um longa-metragem convencional, mas em um set inteiramente gerado por realidade virtual. Assim, o diretor e sua equipe usavam dispositivos de VR para "entrar" nos cenários e escolher os ângulos e movimentos de câmera necessários para cada cena.

"Escolhemos esta técnica para fazer com que um filme animado pareça live-action. Ao invés de alguém sentado no computador programando, temos uma equipe de verdade que 'entra no set' e interage com a cena, tomando decisões de câmera que teríamos que tomar em um set de filmagens normal", explica Favreau.

Assista ao trailer de "O Rei Leão"

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Evolução tecnológica

Em 2016, Favreau já havia sido elogiado por sua inovação técnica na versão live-action de "Mogli: O Menino Lobo", mas seu novo filme tem uma diferença crucial em relação ao anterior. Enquanto "Mogli" contava com o ator Neel Sethi no papel título, "O Rei Leão" não tem absolutamente nenhum elemento que não seja animado.

"Após remover o único elemento físico de Mogli, não ficamos mais presos a uma tela verde, ou à operação de câmeras de verdade. Tudo se tornou virtual. Nós basicamente criamos um jogo de realidade virtual exclusivamente para a produção deste filme", contou o cineasta.

"Eu acho que este filme é a culminação de todos os remakes recentes da Disney. A ideia é pegar estes personagens e estas músicas, e reinventá-los para uma nova mídia, apesar de se manter fiel ao espírito do original", disse ainda.

"Quando vi o resultado das nossas primeiras cenas de 'O Rei Leão', percebi que a nova tecnologia nos ajudaria a separar o novo filme do antigo, mas mantê-lo conectado às origens", completou.

Um ato de equilibrismo

O malabarismo entre fidelidade ao original e inovação também ditou o desenvolvimento do roteiro e da trilha sonora do remake. O filme de Favreau inclui todas as canções ouvidas em "O Rei Leão", de 1994, mas elas ganham novos arranjos nas mãos de Hans Zimmer, Elton John, Tim Rice e Lebo M.

O envolvimento de Beyoncé (Nala) e Donald Glover (Simba) no elenco de vozes ajudou nesta reinvenção. "Cada música do nosso 'O Rei Leão' traz um estilo diferente do que ouvimos no filme original. Donald e Beyoncé facilitaram a criação de novos sons, mas também nos incentivaram a construir em cima daquilo que as pessoas já amavam sobre os originais", definiu Favreau.

"Apesar de sua personagem no palco ser maior do que a vida, Beyoncé uma pessoa muito 'pé no chão'", garantiu ainda o diretor. "Eu acho que parte do que fez ela se juntar a este elenco são seus filhos, e o fato de que esta é uma história que faz sentido para ela em sua vida e em sua carreira. Ela gosta muito do filme original".

O ator Seth Rogen, que dá voz a Pumba, resumiu o complicado dilema vivido por Favreau na produção. "Sempre que Jon me mostrou alguma cena, eu comecei a chorar incontrolavelmente. Há algo sobre 'O Rei Leão' que atinge as pessoas em sentimentos profundos, em memórias de sua infância, mas este filme fez com que eu me importasse com esta história em uma dimensão adulta também", comentou.