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Doria lança projeto do Museu do Ipiranga e agradece a Bolsonaro por manter Lei Rouanet

Pedro Dias
Imagem: Pedro Dias

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

26/03/2019 13h25

O governador de São Paulo, João Doria, lançou hoje o novo projeto do Museu do Ipiranga, para a recuperação do local. A expectativa é de que as obras tenham apoio de R$ 160 milhões, com uso da Lei Rouanet, para que o museu seja reaberto para a comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil, em 2022.

Em seu discurso no lançamento do projeto, Doria fez um agradecimento ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e o cumprimentou por manter a Lei Rouanet, da qual o projeto Museu do Ipiranga se beneficia, ao usar investimentos privados para a recuperação do local.

Doria anunciou que R$ 36 milhões dos R$ 160 milhões previstos no projeto já tem procedência confirmada. A reunião de hoje teve presença de cerca de 150 empresários, convidados a investirem no projeto. O museu, inaugurado há 123 anos, está em recuperação desde 2013.

"Hoje lançamos as cotas para a captação de patrocínio. Três grandes empresas já aceitaram e assinaram. A EDP, de Portugal, a Sabesp e o Banco Itaú, somando R$ 36 milhões. Após o término da reunião, mais duas empresas se mostraram interessadas. E estamos otimistas. Temos de obter R$ 160 milhões, esse é nosso objetivo. Confio que vamos alcançar a meta", disse o governador. Cada empresa contribuirá com R$ 12 milhões.

"As obras do museu, com esses R$ 36 milhões, começam no dia 2 de maio, para em setembro de 2022 fazermos uma grande celebração da independência do Brasil", adicionou Doria. "Com os R$ 36 milhões podemos fazer os primeiros seis meses, e vamos atrás do resto."

Papo sobre a Rouanet

Sobre citar Bolsonaro, Doria disse que em uma reunião com o presidente eles abordaram o tema da Lei Rouanet. O governador disse que o presidente tinha "dúvidas" quanto ao tema, mas que, após esclarecimentos, decidiu manter a lei ativa no país.

"Foi há uns 40 dias, tínhamos uma pauta grande de temas. Um dos temas era Lei Rouanet. O presidente tinha algumas dúvidas quanto à Lei Rouanet, mas eu pude expor a ele com calma, e ele ouviu de forma cuidadosa os argumentos que apresentamos para preservar a Lei Rouanet. Outras pessoas também fizeram a defesa disso e contribuíram para que o a decisão fosse de manter a Lei Rouanet, para proteger a cultura brasileira. Não mais para patrocinar eventos internacionais no Brasil - nada contra, mas nesses casos com patrocínio privado", afirmou Doria.

"A Lei Rouanet deve proteger e amparar as manifestações culturais de brasileiros no Brasil, inclusive a recuperação de museus. Temos dezenas de museus no Brasil que precisam de manutenção na sua operacionalidade para protegerem a própria história, como o do Ipiranga. Eu disse que não tínhamos como obter R$ 160 milhões, mas que com a Lei Rouanet, teríamos esse recurso junto ao setor privado, e ele concordou, e então lançamos este projeto hoje com a USP. Então, fiz um agradecimento público ao presidente, por ter mantido a Lei Rouanet", concluiu o governador de São Paulo.

O projeto

No vídeo lançado pelo governo de São Paulo e a USP, são citados algumas das novidades programadas para o museu, entre elas a ampliação da capacidade de público, que deve triplicar para a reabertura, de 300 mil para 900 mil pessoas por ano.

São projetados 5 mil metros quadrados de novas áreas, mil metros quadrados para exposições internacionais, e novos auditório, café e restaurante.

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