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Erasmo "bonzinho" e Roberto emocionado: como a dupla reagiu a "Minha Fama de Mau"

Cena do filme "Minha Fama de Mau" - Divulgação
Cena do filme "Minha Fama de Mau" Imagem: Divulgação

Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

06/02/2019 19h38

"Pô, bicho. Você me fotografou muito bonzinho. Eu era um pouco mais mauzinho", brincou Erasmo Carlos depois de assistir sua cinebiografia pela primeira vez. Quem conta a história é Lui Farias, diretor de "Minha Fama de Mau", que chega aos cinemas em 14 de fevereiro.

O criador da cinebiografia do Tremendão exibiu seu filme para a imprensa nesta quarta-feira (6) ao lado do protagonista Chay Suede, Gabriel Leone (Roberto Carlos), Malu Rodrigues (Wanderléa), Bianca Comparato (Nara) e do produtor Marco Altberg, em São Paulo.

Na verdade, Erasmo só assistiu ao filme por insistência do diretor, que pediu sua aprovação. A ideia do cantor era ver o filme já nos cinemas junto com o público. O biografado cedeu os direitos de seu livro homônimo e apenas participou do pontapé inicial com as regravações das músicas, mesmo com as portas abertas do set durante as gravações.

Apesar de ter se achado "bonzinho" no filme, os pequenos furtos e malandragens retratadas na biografia também estão lá, assim como a fase complicada que o cantor enfrentou depois do fim da Jovem Guarda.

Lui Farias conheceu Erasmo Carlos ainda nos anos 60, nos bastidores de "Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa", segundo filme da trilogia que seu pai, o cineasta Roberto Farias (1932-2018) dirigiu sobre o rei e amigo inseparável de Erasmo na época. Quando a biografia de Erasmo saiu do papel, ele logo se ofereceu para levar a história que acompanhou de perto para os cinemas.

"Erasmo me deu liberdade total e eu escolhi esse recorte", explica o diretor, que retrata principalmente o auge da Jovem Guarda e a amizade entre as três estrelas do programa: Erasmo, Roberto e Wanderléa. A Ternurinha, interpretada por Malu Rodrigues, assiste ao filme pela primeira vez nesta quarta-feira (6) em uma sessão para convidados.

Já Roberto Carlos, que conhece o diretor desde menino, pediu para ver o roteiro e, posteriormente, o filme pronto. "Mandei e fiquei com medo do que o que ele ia achar do filme. Um dia eu estava na rua dirigindo e tocou o telefone. Era a equipe dele. 'Roberto Carlos gostou do filme', fiquei aliviado. 'Roberto Carlos se emocionou com o filme', melhor ainda. 'Roberto Carlos mandou te dar os parabéns e libera todos os direitos'."

Gabriel Leone, o Roberto Carlos do filme, compara a aprovação ao ápice de um jogo de futebol. "Foi um gol para a gente porque é um cara que tem muito cuidado com a imagem dele e com as coisas que são feitas a partir disso. Por mais que o filme não seja exatamente sobre ele, é sobre a amizade dos dois e tem as canções dele ali. O passo a passo foi todo muito bem cuidado por ele, pelo Erasmo e pelas famílias. Ter esse feedback é uma das melhores coisas que podiam acontecer."

Para Chay Suede, o triunfo do filme está justamente na naturalidade dele e dos colegas de elenco, que com poucas imagens de acervo da época usaram suas próprias vozes e experiência com a música para compor os personagens.

"A gente não teve a preocupação de imitá-los. Nem na maneira de cantar, nem nos trejeitos, nem no comportamento. O que a gente fez foi se cercar do universo que os cercava. E aí sim se inspirar e se contagiar desse universo. Isso trouxe coisas novas e outras repetidas também. Em alguns momentos nos pegamos fazendo coisas parecidas com eles mesmo sem ter essa preocupação da imitação como ponto de partida. E isso deu mais liberdade."