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Por que você vai ouvir falar muito de Arielle Macedo, a coreógrafa da Anitta

Arielle Macedo, bailarina de Anitta, em imagem de divulgação do reality show "Alto Leblon - Garotas do Rio" - Divulgação
Arielle Macedo, bailarina de Anitta, em imagem de divulgação do reality show "Alto Leblon - Garotas do Rio" Imagem: Divulgação

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

17/01/2019 04h00

Você pode não conhecer Arielle Macedo de nome, mas com certeza já a viu por aí: ela é a coreógrafa e bailarina inseparável de Anitta, reconhecida por seus cabelos vermelhos. E 2019 promete ser um ano daqueles para ela, que além dos muitos shows com a cantora ainda será estrela do reality show "Alto Leblon - Garotas do Rio", que estreia no canal E!.

No programa de 12 episódios, que tem estreia prevista para abril, ela mostrará a sua rotina ao lado de Bárbara Evans, modelo e filha de Monique Evans; Manu Maya, empreendedora e filha de Wolf Maya; e Ju Malaguti, fundadora de uma sex shop. Marcello Coltro, vice-presidente da NBCUniversal, a dona do canal E!, diz que a trajetória de Arielle, que trabalha com Anitta desde o início da carreira da poderosa, foi o que chamou a atenção do programa. "A Arielle vem do subúrbio, tem uma história maravilhosa. E ela se tornou um dos nomes mais importantes da dança, não só brasileira como internacional. Você vê o crescimento que ela teve. Ela trouxe para o programa um lado bem poderoso"

"Eu estou bem ansiosa para ver a resposta do público", diz Arielle ao UOL. "Acho que todo mundo vai amar muito ver a mulher que trabalha, a mulher que está à frente, com meninas que estão batalhando. Acho que as pessoas vão se identificar".

Abrir a intimidade para as câmeras não foi problema para a coreógrafa. "Eu danço desde nova, então a gente lida com TV e câmera. A diferença é que é natural. Não é uma coisa para a qual eu tenho que ensaiar".

A série ainda estava sendo gravada quando Arielle apareceu em "Vai Anitta", série documental da Netflix sobre a artista - mas a bailarina não considera que a produção sobre a amiga tenha funcionado como uma preparação para o reality show do E!. "Não sei se foi uma preparação, eu gravei como se estivesse contando a nossa história".

Anitta, amiga e chefe

Anitta e Arielle Macedo em show no Réveillon de Salvador - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Anitta e Arielle Macedo em show no Réveillon de Salvador
Imagem: Reprodução/Instagram

A história de Arielle e Anitta já vem de longe. Em 2019, já serão nove anos trabalhando juntos, a contar desde que elas se conheceram nos bastidores da produtora de funk Furacão 2000. À época, a bailarina trabalhava em uma escola de dança urbana de Niterói, no Rio de Janeiro, e foi convidada por uma amiga para dançar no show de outro funkeiro.

"Dancei nesse show e foi aí que a conheci, no camarim", lembra Arielle. "Esse menino não continuou no trabalho dele, e ela gostou de nós dançando e nos convidou [para trabalhar com ela]".

Do trabalho nasceu a amizade com a cantora - que Arielle não chama nem de Anitta nem de Larissa, mas de "amiga". "Ela era muito nova. A gente passou por todos os perrengues juntos, todas as batalhas, toda a conquista. Foi criando uma amizade porque uma estava dando força para a outra. É bem do início, de quando era Anitta era MC Anitta e ninguém conhecia".

A chefe e amiga, aliás, foi quem ajudou Arielle a investir também na carreira de coreógrafa. "Eu me via apenas como bailarina, a coreografa surgiu por conta do meu trabalho. Na verdade, a Anitta que viu isso em mim e me incentivou a trabalhar essa parte. No começo era mais para dançar, não de criar".

A aposta deu certo. Arielle viu seus talentos viralizarem com o vídeo de 2015 em que ensinava a coreografia de "Bang" para as bailarinas de Beyoncé e, hoje, dá cursos no Brasil e nos Estados Unidos. O resultado é uma rotina atribulada que ela não troca por nada.

"Eu faço curso de inglês para aprender a língua, até porque o meu trabalho está vindo para fora. Faço aula, dou aula, ministro workshop. Eu moro sozinha, então também tem aquelas coisas de resolver em casa. As viagens são sempre nos finais de semana", conta ela, que à época da entrevista estava em Nova York e já tinha três shows programados logo após sua volta ao Brasil: "Eu vou lá e faço, eu amo".

A coreógrafa hoje se vê no melhor momento de sua carreira. "Acho que é a realização de trabalho da maioria dos bailarinos, levar a sua dança para um outro país. Estou muito feliz. É uma coisa para a qual a gente batalha muito", diz Arielle, que sonha grande: "Meu sonho é coreografar essas grandes premiações, como o VMA, ou um Super Bowl".