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Edyr de Castro, ex-Frenéticas, morre aos 72 anos; corpo será cremado no Rio

Morre Edyr de Castro - Reprodução
Morre Edyr de Castro Imagem: Reprodução

Da Agência Brasil

16/01/2019 09h22

A atriz e cantora Edyr de Castro, de 72 anos, que integrou o grupo As Frenéticas, será velada às 10h desta quarta-feira (16) na capela 2 do Memorial do Carmo, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro. O corpo será cremado será cremado às 13h, também no Caju. A informação foi confirmada pela administração do Retiro dos Artistas, onde ela morava.

Edyr, que sofria do mal de Alzheimer há oito anos, morreu nesta tarde desta terça-feira (15) por falência múltipla de órgãos. Ela estava internada no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, por causa de uma pneumonia.

A notícia da morte de Edyr foi dada por sua filha Joy, fruto do relaciomento com o cantor Zé Rodrix. Além da filha, Edyr deixa também uma neta. 

Frenéticas

Edyr fez parte do sexteto As Frenéticas, formado ainda por Leiloca, Lidoka, Sandra Pêra, Regina Chaves e Dhu Moraes, que fez muito sucesso nas décadas de 1970 e 1980, época em que as discotecas estavam no auge. Entre os maiores sucessos do grupo destacam-se "Dancin' Days", "Caia na Gandaia" e "Perigosa". De 1985 a 2009, Edyr fez também participações em novelas de TV, entre as quais, "Tenda dos Milagres", "Roque Santeiro", "Cabocla" e "Sete Pecado"s e em séries como "Anos Rebeldes" e "Chiquinha Gonzaga".

Desde 2011, Edyr morava no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá. O presidente da instituição, o ator Stephan Nercessian, trabalhou com Edyr, quando dirigiu o programa de TV do ator Chico Anísio. "Ela era uma das Mucamas de Painho [personagem de pai de santo representado por Chico]", lembrou Nercessian em entrevista à Agência Brasil.

Ele destacou o bom humor de Edyr no Retiro dos Artistas: "Encarava tudo muita alegria. Era sempre uma presença muito positiva, sem queixumes".

O ator informou que Edyr fazia no Retiro algumas terapias em complemento ao tratamento de Alzheimer. Só precisou ser levada para o hospital para tratar da pneumonia. "Ela deixa muita saudade. Os funcionários e o pessoal da administração tinham ela como uma presença muito positiva", completou.

Edyr é a segunda integrante do grupo a morrer. Em 2016, Maria Lídia Martuscelli, a Lidoka, morreu aos 66 anos, em decorrência de um melanoma, um tipo grave de câncer de pele. Assim como Edyr, Lidoka também foi velada e cremada no Memorial do Carmo, no Caju.

A amiga de grupo, Leiloca Neves, se manifestou nas redes sociais e postou a mensagem: "Vai na luz, minha querida Edyr".