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Beyoncé é processada por seu site não ser acessível a pessoas cegas

 Larry Busacca/Getty Images for Coachella
Beyoncé durante sua apresentação no Coachella 2018 Imagem: Larry Busacca/Getty Images for Coachella

Leonardo Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

04/01/2019 12h50

Uma mulher cega entrou com uma ação nos Estados Unidos contra a Parkwood Entertainment, empresa de Beyoncé, afirmando que o site oficial da cantora viola a Americans With Disabilities Act, a lei americana de acessibilidade, publicou a "The Hollywood Reporter".

Segundo o site da publicação, Mary Conner está pedindo uma liminar que obrigue a produtora a tornar o site acessível, além de uma indenização para quem tenha "sido alvo de discriminação ilegal". Os valores não foram especificados.

Segundo a queixa, as páginas do endereço não são totalmente acessíveis para milhões de pessoas do mundo que têm deficiência visual, que ficam impedidos de usufruir dos produtos e serviços oferecidos pela cantora.

"A única forma de entretenimento que realmente apresenta um campo para os deficientes visuais é a alegria da música", escreve o na denúncia o advogado Dan Shaked. "Ela sonha assistir a um show de Beyoncé e escutar sua música. No entanto, quando visitou o site, encontrou inúmeras barreiras que limitavam sua acessibilidade."

Mary Conner diz que, como a página possui apenas "uma exclusiva interface visual", fica impossível navegar e fazer compras online sem a ajuda de um acompanhante com visão.

Outros problemas apontados incluem a falta de menus acessíveis, a ausência de links de navegação e a impossibilidade de o internauta utilizar o teclado em vez do mouse.

Procurados pela "The Hollywood Reporter", os representantes do Parkwood ainda não se manifestaram sobre o caso.

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