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"A Freira, "Jurassic World", "50 Tons": Os dez piores filmes do cinema em 2018

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Os filmes "A Freira", "Jurassic World: Reino Ameaçado" e "50 Tons de Liberdade" Imagem: Reprodução

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

28/12/2018 04h00

O ano de 2018 foi marcado por muitos filmes bons no cinema -- e tantas outras bombas. Entre inúmeras decepções neste ano, selecionamos os dez piores filmes que você deveria ter passado longe.

"Slender Man: Pesadelo sem Rosto" 

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Cena do filme "Slender Man - Pesadelo Sem Rosto" Imagem: Reprodução/YouTube

O monstro da internet nunca esteve tão sem graça. O filme dirigido por Sylvain White apelou para sustos baratos, muitos gritos ensurdecedores e uma história rasa que não tinha muito sentido. Para mostrar que a intenção da produção foi atingir os adolescentes, incrementam ainda uma cena "assustadora" em que o Slender faz uma vídeochamada para tentar pegar sua vítima -- sim, isto é possível no século 21.

"Robin Hood"

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Taron Egerton e Jamie Foxx em cena de "Robin Hood" Imagem: Reprodução

A ideia do diretor Otto Bathurst foi boa, mas a execução foi péssima. O arqueiro que rouba dos ricos para dar aos pobres aparece com um visual descolado para enfrentar o Xerife de Nottingham, mostrando um ritmo mais moderno. O elenco promissor ficou apenas no papel e nada dá muito certo no filme, que tem momentos clichês, efeitos visuais da década passada e cenas de ação que poderiam entrar em um filme de comédia. Para fechar com chave de ouro, "Robin Hood" ainda apresenta "black blocs" medievais e momentos que desafiam os limites da física.

Desejo de Matar

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Bruce Willis em "Desejo de Matar" (2018) Imagem: Divulgação

O remake do filme original estrelado por Charles Bronson tem um enredo sem graça: uma missão vingativa após a família do protagonista ser atacada. O diretor Eli Roth não poupou nas cenas violentas e o filme, principalmente por causa do nome e por ter Bruce Willis como estrela principal, foi classificado como uma versão errada de "Duro de Matar" por ser mais uma produção genérica de ação.

"Kin"

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Pôster de "Kin" Imagem: Reprodução

Uma das grandes decepções do ano, o filme de ficção científica mostra um garoto de 14 anos que tem em mãos uma arma de origem misteriosa. O problema do longa é que ele joga várias informações para o espectador e acaba se perdendo no caminho. Por fim, "Kin" não explora nem o mundo colorido e lotado de efeitos visuais nem o drama familiar pelo qual passa o protagonista.

"A Freira"

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Cena do filme "A Freira" Imagem: Reprodução

Um terror de sucesso nas bilheterias também pode ser um dos piores do ano. A ideia de mostrar a origem da franquia "Invocação do Mal" trazia vários atributos positivos, mas é uma sequência de erros. Os mesmos sustos bobos, cenas repetitivas de freiras se esgueirando na escuridão, momentos de alívio cômico que quebram a condução do filme e muito sangue desnecessário marcaram a produção. O que era para dar medo lembrou mais a franquia "Todo Mundo em Pânico" do que a qualidade vista no primeiro "Invocação do Mal".

"Cinquenta Tons de Liberdade"

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Dakota Johnson em cena de "50 Tons de Liberdade" Imagem: Reprodução

O terceiro capítulo da saga soft porn baseada nos livros de E. L. James chegou aos cinemas para encerrar a franquia. As cenas quentes no padrão de Hollywood foram substituídas por um amor mais fofinho, porém as atuações sofríveis continuam lá, assim como a trama fraca em que nada de importante acontece, mesmo com a volta do ex-chefe de Ana (Dakota Johnson). Resumindo: um filme esquecível feito apenas para arrecadar uma grana nas bilheterias.

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

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Mackenzie Foy e Keira Knightley em cena de "O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos" Imagem: Reprodução

Direção dividida, roteiro confuso e protagonista sem graça. O filme da Disney quis ser muita coisa e acabou não sendo nada. Os diretores Lasse Hallström e Joe Johnston não tiveram liga, o que ficou visível na produção sem emoção e que pecou nos momentos épicos. O belo conto lançado por E.T.A. Hoffman em 1816 ficou apenas no apelo visual em uma tentativa de deixar mais atual um clássico cuja protagonista (vivida por Mackenzie Foy)se esforça, mas não consegue segurar o tom de uma heroína.

"Jurassic World: Reino Ameaçado"

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Jurassic World: Reino Ameaçado Imagem: Divulgação

Mesmo com Steven Spielberg como produtor, a sequência de "Jurassic World" é a prova que "Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros" (1993) é um clássico do cinema. A nova aventura com dinossauros é um amontoado de cenas forçadas, sem emoção alguma, com um casal (Chris Pratt e Bryce Dallas Howard) sem química e um roteiro que escorrega em tentar trazer a originalidade do que vimos quando Spielberg deu vida às criaturas na década de 1990. A aquisição de J.A. Bayona como diretor foi para dar um tom mais sombrio, o que não deu certo pela história fraca e com um quê de caça-níquel. 

"Han Solo: Uma Aventura Star Wars"

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Alden Ehrenreich e Joonas Suotamo em "Han Solo: Uma História Star Wars" (2018) Imagem: Divulgação

Um filme que foi finalizado entre trancos e barrancos não poderia terminar bem, certo? Houve troca de diretores por "diferenças criativas", professores de atuação para o elenco e muito atraso. O derivado da franquia bilionária ficou muito atrás de "Rogue One" e não cativou o público fiel do canastrão protagonista pela falta de personalidade. A produção acabou sendo a primeira grande escorregada da Lucasfilm nos últimos anos e fez com que a produtora entendesse que nem tudo que reluz no espaço é ouro. A qualidade do filme refletiu nas bilheterias, já que virou um dos destaques negativos do cinema em 2018.

A Maldição da Casa Winchester

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Helen Mirren em cena de "A Maldição da Casa Winchester" Imagem: Divulgação

Helen Mirren fazendo sua estreia no terror é algo grandioso. Mas a promessa virou decepção com o filme sobre o legado das armas Winchester. Com uma história interessante nas mãos sobre uma mansão assombrada pelas vítimas da icônica marca de armas, os irmãos Michael e Peter Spierig lidaram bem com o projeto até os últimos 30 minutos. Depois disso, uma série de sustos fáceis, efeitos visuais estranhos, enredo que não bate e tédio dominam a produção. É uma pena, já que o elenco de primeira não funciona com um final tão mal planejado.