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Reunião no MPF não chega a acordo entre Teatro Oficina e Grupo Silvio Santos

Markus Lanz/Associação Teatro Oficina Uzyna Ozona
Vista da fachada do Teatro Oficina Imagem: Markus Lanz/Associação Teatro Oficina Uzyna Ozona

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

05/12/2018 09h08

Não foi desta vez que o dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, diretor do Teatro Oficina Uzyna Uzona, chegou a um acordo com o Grupo Silvio Santos para resolver o imbróglio entre as partes sobre o terreno vizinho ao teatro, onde Silvio Santos quer construir duas torres de 80 metros de altura. Nesta terça feira (4), o Ministério Público Federal de São Paulo realizou uma reunião de conciliação entre as duas, porém sem acordo.

A sede do Teatro Oficina, projetada em 1984 pela arquiteta Lina Bo Bardi (a mesma do Masp e do Sesc Pompeia) e Edison Elito, fica na Rua Jaceguai, no Bixiga, e foi inaugurada em 1993. Ela é tombada pelo patrimônio histórico nas esferas federal, estadual e municipal.

O Grupo Silvio Santo, por sua vez, é dono do terreno ao lado, onde pretende construir um conjunto residencial, além de uma área comercial com estacionamento e lojas. De acordo com os representantes do teatro, com a construção das torres, o Grupo Silvio Santos não respeitaria a preservação do patrimônio tombado. O projeto do empreendimento prevê uma área de servidão que serviria como saída de emergência para o público do teatro.

Sobre a reunião, o MPF avaliou que ela foi produtiva, embora não tenha chegado a um acordo. "Após ouvir os representantes dos órgãos de preservação do patrimônio cultural e os demais envolvidos, o MPF entende que há a possibilidade de se judicializar o caso, desempenhando sua missão constitucional de proteção do meio ambiente e do patrimônio histórico, em sua concepção ampla", afirmou a procuradora Suzana Fairbanks após a reunião.

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