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Kevin Feige relembra última reunião com Stan Lee: "Ele sabia que ia partir"

Stan Lee - Rich Polk/Getty Images
Stan Lee Imagem: Rich Polk/Getty Images

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

23/11/2018 15h33

O produtor Kevin Feige, que comanda os filmes da Marvel Studios, escreveu para a "Entertainment Weekly" um tributo ao gênio dos quadrinhos Stan Lee, cofundador da editora e criador de vários dos personagens mais famosos adaptados para o cinema.

No texto, Feige relembra sua última reunião com Lee antes da morte do quadrinista, aos 95 anos, no último dia 12 de novembro. O produtor conta que Lee estava mais "saudoso do passado" do que era do seu feitio, e completa: "Talvez parte dele soubesse que estava prestes a partir".

"Eu fui até a casa de Stan para vê-lo, e ele ficou recapitulando suas participações especiais [nos filmes da Marvel]. Mas também falamos sobre as que estavam por vir, sempre olhando para o futuro", escreve.

"Quando me sentei ao seu lado para a nossa última reunião, a primeira coisa que ele me disse foi: 'Eu sei que você quer que eu seja protagonista do próximo filme, mas vou ter que ficar só nas participações especiais. Você vai ter que deixar os papéis principais para outros atores. Sinto muito'", relembra ainda.

Kevin Feige - Jordan Strauss/Invision/AP - Jordan Strauss/Invision/AP
Kevin Feige, chefe da Marvel Studios
Imagem: Jordan Strauss/Invision/AP

O produtor, é claro, elogia o lendário quadrinista por suas criações e sua personalidade. "Ele era carismático, articulado, torcia por todos os seus personagens, e pela mídia de histórias em quadrinhos como um todo. Ele era um contador de histórias progressivo. Ele corria riscos, e escrevia no que acreditava", diz.

"Eu vi por aí uma frase de sua antiga coluna, 'Stan's Soapbox', em que ele dizia: 'Uma história sem mensagem é como um homem sem alma'. Uau, isso é verdade. E uau, isso é aparente em todas as histórias dele", continua Feige.

"Stan acreditava no melhor da humanidade. Também acreditava em suas falhas, e que poderíamos superá-las", comenta ainda. "Ele explorou questões e lutas íntimas, e tinha uma vontade imensa de entender a nossa identidade".

"Stan aparecia nos sets de filmagens pronto para qualquer coisa. Uma coisa que ele sempre tentava fazer, no entanto, era adicionar mais falas. Ele sempre brincava - com aquele tom de que não era de fato uma brincadeira - sobre querer mais falas, mas entendia porque não poderíamos dar isso a ele", continua.

"Não podíamos deixar que ele ofuscasse os heróis. Isso era algo que um personagem como Stan Lee com certeza conseguiria fazer", completa o produtor.