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Popload Festival


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Quatro momentos para lembrar e um para esquecer do Popload 2018

Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

16/11/2018 08h38

A chuva veio forte no Memorial da América Latina, em São Paulo, no meio da tarde dessa quinta-feira (15), encharcou o público, mas não foi suficiente para esfriar a edição 2018 do festival Popload, acompanhado apenas por uma garoa nas horas seguintes com shows de Death Cab for Cutie, At The Drive-In, MGMT, Blondie e Lorde.

Para dar um resumo rápido do festival, separamos quatro momentos que merecem ser guardados na memória, e um que deve ser esquecido por quem esteve no Popload 2018.

Para guardar:

Ben Gibbard: esforçado

O vocalista do Death Cab for Cutie passou por apuros justamente no dia em que sua banda faria seu primeiro show no Brasil. Aparentemente com um problema nas costas, Ben Gibbard teve que tomar duas injeções para poder se apresentar no Popload e acabou fazendo o show sentado.

"Hoje é um dia de muitas 'primeiras vezes'. É nossa primeira vez no Brasil e a primeira vez que eu estava com as calças nos pés no camarim tomando duas injeções pra fazer esse show", brincou o vocalista, que subiu ao palco amparado, mas conseguiu entregar uma apresentação emocionante para seus fãs.

Felipe Gabriel/UOL
Imagem: Felipe Gabriel/UOL

MGTM: ser pop não é ruim

É verdade que o MGMT está longe de fazer apresentações memoráveis em festivais, mas tem seus trunfos na manga. Mesmo fugindo dos rótulos de pop com sintetizadores que colocou o grupo nos holofotes em 2007, são justamente os três hits do álbum "Oracular Spectacular" que salvaram os show do duo americano. A potência de "Kids", "Electric Feel" e "Time to Pretend" é avassaladora perto de suas outras músicas.

Felipe Gabriel/UOL
Imagem: Felipe Gabriel/UOL

Debbie Harry: empolgação aos 73 anos

Tente imaginar qualquer pessoa que você conhece na casa dos 70 anos comandando um show de rock. A façanha é algo para poucos, como Paul McCartney, Iggy Pop, e claro, Debbie Harry. A vocalista do Blondie, com 73 anos, poderia muito bem só subir ao palco e lembrar sucessos como "Maria" e "Heart of Glass", mas não. Debbie canta, agita o público, anda pra lá e pra cá, troca de figurino, provoca e entrega um show invejável.

Felipe Gabriel/UOL
Imagem: Felipe Gabriel/UOL

Lorde: ser pop não é ruim 2

Quando pisou no Brasil em 2014 pela primeira vez, no Lollapalooza, Lorde tinha apenas 18 anos e era uma promessa da música depois de lançar seu badalado álbum "Pure Heroin". Com mais um disco na bagagem e quatro anos mais madura, a neozelandesa deixou a timidez de lado, assumiu sua aspiração de ser popstar e deixou-se levar para conquistar o público em um show mais completo com luzes, vídeos, coreografias e dançarinos. A união dos hits minimalistas de seu primeiro disco com os esforços mais populares de "Melodrama" (2017) fizera uma união digna de headliner do Popload.

Felipe Gabriel/UOL
Imagem: Felipe Gabriel/UOL

Para esquecer:

Fãs de Lorde X Cedric Bixler-Zavala

A escalação do At The Drive-In com seu hardcore quebradeira já estava um pouco perdida ali no lineup do Popload. Pra piorar a situação, fãs de Lorde que grudaram na grade nas primeiras horas do festival e o esquentado vocalista Cedric Bixler-Zavala trocaram farpas durante todo o show da banda do Texas. "Obrigado só para vocês que estão aplaudindo. Vocês aqui da frente, lambam minhas b***", disse o músico ao deixar o palco apontando para sua genitália. Fãs que aguardam um headliner devem respeitar todas as atrações, afinal, é um festival. E os músicos devem respeitar todos os fãs de outros grupos, afinal, é um festival. Todo mundo errou.

Felipe Gabriel/UOL
Imagem: Felipe Gabriel/UOL

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