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Lorde volta ao Brasil como popstar e domina público em São Paulo

Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

15/11/2018 22h24

Quando veio ao Brasil pela primeira vez, em 2014, Lorde ainda tinha o status de promessa no mundo pop com um repertório ainda enxuto do elogiado disco “Pure Heroin” (2013). Nesta quinta-feira (15), a história foi bem diferente. Atração principal do festival Popload, que aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo, a neozelandesa manteve suas cativantes dancinhas esquisitas, mas com total controle do palco e abraçando um novo status de popstar.

De lá pra cá, Lorde lançou seu segundo álbum “Melodrama”, que tem importante papel neste seu voo como artista, mas também como compositora de canções que soam pop suficiente para as rádios, mas que possuem diversas camadas profundas liricamente e musicalmente.

Às 21h06, soaram as primeiras notas de “Sober”, acompanhadas de imagens no telão e dançarinos com uma ousada coreografia, algo que a minimalista Lorde de 2014 não tinha. A Lorde de 2018, com seu esvoaçante look vermelho, corre pra lá e pra cá, faz carretas e provoca o público: “vocês conseguem sentir isso?”. Digno de uma popstar formada.

Na sequência, o público dá seu aval positivo para o amadurecimento de Lorde ao cantar “Homemade Dynamite” do começo ao fim em meio às potentes batidas do hit.

“Sentimos falta do Brasil, vocês não fazem ideia. Vocês querem dançar, São Paulo?”, questionou antes de “Tennis Court”, que abre o álbum de 2013. Com as batidas pesadas de “Magnets”, cover do Disclosure, o clima seguiu alto até uma leve pausa com “Buzzcut Season”, que Lorde se referiu como “uma velha canção”, mesmo sendo do não tão distante ano de 2013.

Em “Hard Feelings”, Lorde aproveita os compassos instrumentais para engatar em coreografias com os dançarinos. Quando é levantada por eles, o público responde com um grito. “Obrigada, oh, Brasil. Vocês são tão apaixonados. Eu também sou assim e sinto essa energia”.

O público empolgado e grudado nas primeiras fileiras desde a manhã, começou a cantar os versos de “The Louvre” antes da música começar, Faro que se repetiria algumas vezes, já que o setlist da neozelandesa sofre poucas alterações em festivais durante a turnê.

Entre “Writer in the Dark” e “Liability”, Lorde se sentou na beirada do palco e tirou alguns minutos para conversar com o público já na reta final da apresentação com um clima um pouco mais intimista.

Para retomar a energia do show, emendou duas canções de “Melodrama” —"Sober II (Melodrama)" e “Supercut”— até despejar o refrão de “Royals”, canção que colocou no radar da mídia especializada.

Entre as canções minimalistas de “Pure Heroin” até o hino com cara de balada de “Green Light”, escolhida a dedo para fechar a apresentação, Lorde mostra que hoje tem personalidade para montar um repertório pop e profundo como headliner.

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