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Popload Festival


Com veia política exaltada, Debbie Harry e Blondie encantam São Paulo

Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

15/11/2018 20h32

Ícone do punk rock e da new wave, Debbie Harry não deixou de lado sua veia política ao se apresentar com sua banda, o Blondie, na noite desta quinta-feira (15), no festival Popload, realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Aos 73 anos, Debbie subiu ao palco com uma capa onde se lia, em inglês, "parem de f*** o planeta". Esta foi a primeira de várias intervenções ligadas ao ativismo que a cantora faria ao longo da noite, que foi aberta em grande estilo com o sucesso "One Way or Another".

Na sequência, a banda emendou "Doom or Destiny", mais uma canção com levada punk e cheia de mensagens politizadas no telão, incluindo o recado direto contra a extrema direita: "dê um soco em um nazista".

Outras imagens políticas surgiram no telão, como a imagem de dois homens se beijando, que foi ovacionada pelo público durante "Fun", música que antecedeu o sucesso "Call Me".

"Gracias, thank you, obrigada. Só estamos aqui hoje porque vocês nos convidaram e agora queremos nos divertir", disse Debbi Harry antes de dedicar a próxima canção, o hit "Maria", para "todas as mulheres da plateia ou para todos que querem ser mulheres."

Voltando ao ativismo, a cantora falou sobre o meio-ambiente e elogiou a natureza do Brasil, revelando inclusive qual foi seu jantar da noite anterior. "Nós comemos formigas. E foi muito gostoso, de verdade".

Em "Atomic", o Blondie fez o que faz de melhor: misturar riffs pesados de rock com uma levada dançante, que deixou o público novamente animado no Popload.

"Antes de continuar, queria dizer que este é um show especial. Acho até legal essa chuvinha caindo", disse a cantora ao falar da insistente garoa que acompanhou o festival durante toda a duração.

Para a despedida, o grupo guardou uma das músicas mais conhecidas, "Heart of Glass", e na sequência mais uma canção acompanhada de um recado em tom de ativismo. Ao cantar os últimos versos de "Dreaming", aproveitou parte da letra para enfatizar: "Nós somos livres.

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