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Produtor de "Halloween" crítica Trump em premiação, é vaiado e sai do palco

Armando Arorizo/EFE
O produtor Jason Blum Imagem: Armando Arorizo/EFE

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

07/11/2018 08h36

Acabou muito mal para Jason Blum o 32º Israel Film Festival, realizado nesta terça-feira (06). Em clima de eleições legislativas nos Estados Unidos, ele subiu ao palco da premiação, fez críticas a Donald Trump e acabou sendo vaiado e ameaçado, a ponto de a segurança do evento precisar se fazer presente. 

Blum recebeu um prêmio por seus feitos no cinema e na televisão. Mas, na hora de discursar, as coisas se complicaram, segundo relatou o site Deadline.

Reprodução/Deadline
Imagem: Reprodução/Deadline

"A coisa boa deste país é que você tem de gostar de Trump. Mas eu não tenho e eu não gosto", ele disse, diante de uma plateia com muitas presenças pró-Trump.

Blum foi vaiado e interrompido enquanto tentava voltar a discursar. Gritos de "Nós gostamos de Donald" e "Saia do palco" esquentaram o clima. "Nós temos um presidente que chama a imprensa de inimiga do povo. Graças ao presidente, o antissemitismo está crescendo", afirmou o produtor.

Com o chamado dos seguranças, Blum chegou a dizer que teria de ser "arrastado do palco". Mas acabou saindo por vontade própria.

A organização do evento não comentou o ocorrido.

Blum foi ao Twitter falar do ocorrido: "Bem, essa noite meio que saiu do controle. Eu fui honrado pelo festival de Israel de cinema, infelizmente, não foi permitido que eu acabasse o discurso que pretendia fazer". 

Na rede social, ele apresentou todo o discurso para seus seguidores. No meio dele, Blum fala das eleições. "Hoje, americanos foram para as urnas exercerem seu direito de voto e decidirem o futuro de nossas crianças. (...) Temos um presidente que chama a imprensa de inimiga do povo. Nacionalismo está surgindo. O antissemitismo está crescendo."

Apesar da crítica a Trump, ele não cita mais o presidente, e pede responsabilidade aos norte-americanos. "É hora de examinar nossos valores e decidir o que vamos tolerar. Se não tomarmos a responsabilidade para nós, podemos acordar em um país que não reconheceremos mais."