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Mocinhos são mais violentos que vilões em filmes de super-heróis, diz estudo

Arte UOL
Os Vingadores Capitão América, Homem de Ferro e Thor Imagem: Arte UOL

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

05/11/2018 15h24

É uma reclamação recorrente dos fãs de filmes de super-heróis, e até um tema abordado em alguns deles: a fim de parar os vilões que têm planos nefastos, os mocinhos da história muitas vezes causam tanta destruição e violência quanto eles.

Um novo estudo da Associação Americana de Pediatras, repercutido pelo site The Wrap, mostra que, na realidade, os heróis são até mais violentos que os vilões. No levantamento de longas do gênero realizado pela associação, os mocinhos cometeram uma média de 23 atos violentos por hora de filme, enquanto os vilões tiveram uma média relativamente pequena de 18 atos violentos por hora.

O estudo usou dez filmes diferentes de super-heróis, lançados entre 2015 e 2016. Outra constatação foi que heróis do sexo masculino tendem a ser mais violentos que as heroínas - para elas, os atos de violência são só 7 por hora, em média.

O relatório cita que todos os atos de violência mais comuns nos filmes (de uma simples agressão ao uso de arma letal, passando por intimidação e tortura) foram cometidos em maior número pelos heróis do que pelos vilões.

"As crianças e os adolescentes veem os super-heróis como 'os caras do bem', e este comportamento violento pode ter um efeito adverso neles", disse o autor do relatório, Robert Olympia. "Médicos pediatras devem educar as famílias sobre a violência contida nestes filmes, e no perigo que pode ocorrer quando crianças tentam imitar estes comportamentos".

Outro pediatra que participou do estúdio, John S. Muller, sugeriu que pais assistam aos filmes de super-heróis com os filhos e conversem sobre as consequências do comportamento violento dos heróis.

"Assistir a estes filmes com eles e não dizer nada faz com que seus filhos achem que você aprova o comportamento que está sendo mostrado na tela", avisou. "Sendo mais ativo e mediando estes atos de violência, os pais ajudam as crianças a desenvolver pensamento crítico".