Topo

Filmes e séries


Tudo o que você precisa lembrar antes de começar o último ano de "House of Cards"

Divulgação
Robin Wright retorna como Claire Underwood na última temporada de "House of Cards" Imagem: Divulgação

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

2018-11-01T04:00:00

01/11/2018 04h00

"House of Cards" conclui sua saga política nesta sexta-feira (2), com a estreia de sua sexta e última temporada. A série, a primeira a ser originalmente produzida pela Netflix, ficou um ano e meio fora do ar após o final explosivo do seu quinto ano e, nesse período, foi abalada pelas denúncias de abuso e assédio sexual contra Kevin Spacey.

Com tanta coisa acontecendo nos bastidores, tudo bem se você não lembrar o que aconteceu nas temporadas anteriores. Por isso, separamos os principais acontecimentos de cada ano na lista abaixo:

Temporada 1

É quando conhecemos Frank e Claire, e descobrimos que eles não são exatamente os mocinhos da história. Ele começa como presidente da Câmara dos Deputados e termina, após várias maquinações, como vice-presidente. As manobras políticas dos Underwoods passam pela jornalista Zoe Barnes (que começa a manter um caso com o político) e pelo pobre candidato a governador Peter Russo. Frank faz Doug, seu chefe de gabinete implacável, contratar a prostituta Rachel para embebedar Russo e destruir sua reputação. Como se não fosse suficiente, ele mata o colega e faz a morte passar por um suicídio.

Divulgação/Netflix
Claire e Frank em "House of Cards" Imagem: Divulgação/Netflix

Temporada 2

O segundo ano começa com um choque: logo no primeiro episódio, Frank mata Zoe, empurrando-a na frente do metrô. Isso porque ela e seus colegas estavam começando a suspeitar das circunstâncias suspeitas em torno da morte de Russo. Claire, paralelamente, enfrenta seu primeiro grande escândalo, ao revelar, em rede nacional, que fez um aborto após ser estuprada por um oficial do exército. Mas há alguns problemas aí: ela, na verdade, passou três vezes pelo procedimento; duas na adolescência, e uma quando já era casada com Frank. 

Já Frank tem que aprender na marra as responsabilidades de ser vice-presidente e a lidar com empresários poderosos, encarnados na figura do magnata Raymond Tusk. Depois de muitas artimanhas causadas por eles, o presidente se vê à beira de um impeachment e decide renunciar, levando Frank à presidência dos Estados Unidos e Claire ao posto de primeira-dama. Doug, coitado, é gravemente feriado após ser atingido por um tijolo por Rachel, que temia por sua vida.

Temporada 3

No posto de político mais poderoso do mundo, Frank descobre que tem de lidar com rivais internos e externos, enquanto Claire se cansa de seu papel decorativo e faz um lobby para se tornar embaixadora americana na ONU, o que ela consegue após ser indicada pelo marido durante o recesso do Congresso. O casal encontra um rival na figura do presidente russo Viktor Petrov (uma referência a Putin, o mandatário da Rússia na vida real). Ele e Frank passam boa parte da temporada tentando chegar a um acordo sobre a questão Israel-Palestina, que só é conquistado com o sacrifício de Claire, obrigada a deixar seu posto de embaixadora após fazer duras críticas ao presidente russo depois da morte de um ativista. O casal, que nesse meio tempo era acompanhado pelo escritor Tom Yates, entra em crise e Claire decide deixar Frank, já em plena campanha para um novo mandato.

E Doug? Ele passa boa parte do tempo afastado para tratar de seus ferimentos, mas retorna com seus serviços sujos: ele mata Rachel e a enterra no meio do deserto.

Temporada 4

O casamento dos Underwoods parecia fadado ao fracasso, mas ele volta ao que era após Claire chantagear Frank para ser sua vice na disputa pelas eleições. Mas o caminho do casal rumo (de novo) à Casa Branca não é fácil, a começar pela tentativa de assassinato contra o presidente. Quem dispara é Lucas Goodwin, que era colega de Zoe Barnes. Tom Hammerschmidt, ex-chefe da repórter, publica uma grande reportagem expondo as maquinações que conduziram os Underwoods à presidência. Como resposta, os dois resolvem usar politicamente o sequestro de uma família americana por parte de terroristas de uma organização extremista identificada como OCI.

Claire, vale notar, mantém ao longo da temporada um caso com Tom Yates --com total aprovação de Frank.

Temporada 5

Quando a temporada começa, os Underwoods estão em uma situação peculiar: após novas tramoias de Frank, os estados de Ohio e Tennessee se recusam a validar os votos na disputa entre ele e o republicano Will Conway, então nenhum dos dois assume a presidência. Claire se torna a presidente interina dos Estados Unidos após uma manobra do Senado e convoca eleições especiais para Ohio e Tennessee. Nesse momento, ela se aproxima de Jane Davis, uma influente funcionária do Departamento de Comércio, e Frank começa a fazer contatos com o setor privado.

Finalmente, Frank vence as eleições e é declarado como o novo presidente dos Estados Unidos. Ele, no entanto, começa a vazar uma série de informações escandalosas para Tom Hammerschimdt, e os Underwoods convencem Doug a levar a culpa pelo assassinato de Zoe. Frank precisa se afastar por conta das polêmicas, e Claire assume a presidência, o que já estava nos planos do marido. Os dois então resolvem eliminar as pontas soltas: Claire envenena Tom Yates, Frank empurra escada abaixo Catherine Durant, que trabalhou em seu governo, e ambos ordenam um acidente com LeAnn Harvey, uma estrategista democrata. Eles conquistam, porém, um aliado duvidoso: Mark Usher, que se torna o vice de Claire.

Só havia uma falha no plano de Frank. Quando chega a hora de Claire dar a ele o perdão presidencial, ela o ignora e, olhando para a câmera, diz que chegou sua vez de governar.