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Chefe da Warner diz que "diversidade é um bom negócio" após sucessos em 2018

Cena do filme "Podres de Ricos" - Reprodução
Cena do filme "Podres de Ricos" Imagem: Reprodução

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

31/10/2018 10h00

O chefe da Warner Bros., Kevin Tsujihara, disse que os resultados do estúdio nas bilheterias em 2018 mostram que a inclusão de vozes mais diversas em produções cinematográficas "não só faz a empresa se sentir bem, como é um bom negócio".

Segundo a "Variety", o CEO usou o seu discurso em um evento para gigantes da indústria na China para defender apaixonadamente a diversidade. Tsujihara citou que o estúdio alcançou sucesso com o elenco diversificado de "Megatubarão" (US$ 527 milhões mundialmente) e com a comédia romântica "Podres de Ricos" (US$ 233 milhões), que tem elenco asiático.

"Para manter a nossa relevância e alcançar a excelência criativa, precisamos trabalhar com novas vozes, que contarão novas histórias. Essas histórias refletirão uma perspectiva global, seja nos rostos que vemos na tela, naqueles que estão trabalhando no roteiro, ou fazendo a magia acontecer na sala de edição", argumentou Tsujihara.

"O público está faminto por novas histórias. Não importa se os personagens são negros ou brancos, asiáticos ou latinos, homens ou mulheres, gays, heterossexuais ou transgêneros", continuou. 

"No mês passado, junto com a Warnermedia, a HBO e a Turner, fomos a primeira empresa de entretenimento a assinar um compromisso com a diversidade. Em parte, o termo que assinamos diz: 'É essencial que o nosso conteúdo e os nossos parceiros criativos reflitam a diversidade da sociedade ao nosso redor'", revelou ainda.

"Todos nós devemos garantir que o nosso conteúdo tenha uma inclusão maior de mulheres, pessoas não-brancas, pessoas da comunidade LGBT+, pessoas com deficiências, e outros grupos minoritários, na frente e atrás das câmeras. Sabemos que isso é o certo a se fazer, e sabemos que funciona", prosseguiu.

"Todo outro tipo de entretenimento sabe que é capaz de transcender barreiras internacionais e de raça. Beyoncé, Lady Gaga e Awkwafina tem apelo internacional, mas parece que no cinema ainda não conseguimos dar esse pulo. Ainda dizemos que certos gêneros não funcionam bem em certos lugares, e diversidade não funciona no mercado", disse.

"É incumbência da indústria do cinema parar de dar desculpas, e ser criativa na forma como vendemos o nosso conteúdo para audiências internacionais. Nós dividimos, como público, uma humanidade em comum, especialmente nestes tempos perigosos", completou.