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Com Brasil na lista, Oscar divulga os países que concorrem a filme estrangeiro

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Jesuíta Barbosa em cena de "O Grande Circo Místico" Imagem: Divulgação

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

08/10/2018 15h01

87 países ao redor do mundo submeteram longas-metragens para concorrerem a melhor filme estrangeiro no Oscar 2019. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas lançou a lista completa nesta segunda-feira (8), conforme repercutiu o "The Wrap".

O número representa uma pequena queda em relação a 2018, quando um recorde de 92 países disputaram a premiação. O filme "Uma Mulher Fantástica", representante do Chile, acabou levando a estatueta.

Nem todos os votantes do Oscar são obrigados a escolher o seu filme estrangeiro preferido. A Academia envia cópias dos longas para todos os que se voluntariarem a votar na corrida, e exige que cada um veja pelo menos 12 dos filmes selecionados.

Neste ano, o Brasil é representado pelo filme "O Grande Circo Místico", do diretor Cacá Diegues. Trata-se da história multigeracional de uma família circense, contada por um "mestre de cerimônias" extravagante - e, aparentemente, imortal.

O atual favorito para a estatueta de 2019 é "Roma", representante do México dirigido por Alfonso Cuarón (vencedor do Oscar por "Gravidade"). Filmado em preto e branco, o longa mostra a vida de uma família mexicana nos anos 70, quando o país passava por transformações sociopolíticas importantes.

"Roma" será distribuído pela Netflix  no Brasil, sendo antes exibido em cinemas selecionados pelo país. A estreia ainda não foi definida.

Outros países que vem fortes para a corrida são a Polônia (com "Cold War", do já oscarizado Pawel Pawlikowski), o Líbano (com "Capernaum", da diretora Nadine Labaki), a Alemanha (com "Never Look Away", de Florian Henckel von Donnersmarck) e a Hungria (com "Sunset", de Laszlo Nemes).

As indicações ao Oscar 2019 serão anunciadas em 22 de janeiro, e a premiação ocorre em 24 de fevereiro.

Confira a lista completa de selecionados:

Afeganistão: “Rona Azim’s Mother”, de Jamshid Mahmoudi

África do Sul: “Sew the Winter to My Skin”, de Jahmil X.T. Qubeka

Alemanha: “Never Look Away”, de Florian Henckel von Donnersmarck

Algéria: “Until the End of Time”, de Yasmine Chouikh

Argentina: “El Ángel", de Luis Ortega

Armênia: “Spitak", de Alexander Kott

Austrália: “Jirga”, de Benjamin Gilmour

Áustria: “The Waldheim Waltz”, de Ruth Beckermann

Bangladesh: “No Bed of Roses", de Mostofa Sarwar Farooki

Belarus: “Crystal Swan", de Darya Zhuk

Bélgica: “Girl”, de Lukas Dhont

Bolívia: “The Goalkeeper", de Rodrigo “Gory” Patiño

Bósnia e Herzegovina: “Never Leave Me”, de Aida Begi?

Brasil: “O Grance Circo Místico”, de Carlos Diegues

Bulgária: “Omnipresent”, de Ilian Djevelekov

Camboja: “Graves without a Name”, de Rithy Panh

Canadá: “Family Ties”, de Sophie Dupuis

Cazaquistão: “Ayka”, de Sergey Dvortsevoy

Chile: “…And Suddenly the Dawn”, de Silvio Caiozzi

China: “Hidden Man”, de Jiang Wen

Cingapura: “Buffalo Boys”, de Mike Wiluan

Colômbia: “Birds of Passage”, de Cristina Gallego & Ciro Guerra

Coreia do Sul: “Burning”, de Lee Chang-dong

Costa Rica: “Medea”, de Alexandra Latishev

Croácia: “The Eighth Commissioner”, de Ivan Salaj

Dinamarca: “The Guilty", de Gustav Möller

Egito: “Yomeddine”, de A.B. Shawky

Equador: “A Son of Man”, de Jamaicanoproblem

Eslováquia: “The Interpreter”, de Martin Šulík

Eslovênia: “Ivan”, de Janez Burger

Espanha: “Champions”,  Javier Fesser

Estônia: “Take It or Leave It”, de Liina Trishkina-Vanhatalo

Filipinas: “Signal Rock”, de Chito S. Roño

Finlândia: “Euthanizer”, de Teemu Nikki

França: “Memoir of War”, de Emmanuel Finkiel

Georgia: “Namme”, de Zaza Khalvashi

Grécia: “Polyxeni”, de Dora Masklavanou

Holanda: “The Resistance Banker”, de Joram Lürsen

Hong Kong: “Operation Red Sea”, de Dante Lam

Hungria: “Sunset”, de László Nemes

Iêmen: “10 Days before the Wedding”, de Amr Gamal

Índia: “Village Rockstars”, de Rima Das

Indonésia: “Marlina the Murderer in Four Acts", de Mouly Surya

Irã: “No Date, No Signature”, de Vahid Jalilvand

Iraque: “The Journey”, de Mohamed Jabarah Al-Daradji

Islândia: “Woman at War”, de Benedikt Erlingsson

Israel: “The Cakemaker”, de Ofir Raul Graizer

Itália: “Dogman”, de Matteo Garrone

Japão: “Shoplifters”, de Hirokazu Kore-eda

Kosovo: “The Marriage”, de Blerta Zeqiri

Letônia: “To Be Continued”, de Ivars Seleckis

Líbano: “Capernaum”, de Nadine Labaki

Lituânia: “Wonderful Losers: A Different World", de Arunas Matelis

Luxemburgo: “Gutland”, de Govinda Van Maele

Macedônia: “Secret Ingredient”, de Gjorce Stavreski

Malawi: “The Road to Sunrise”, de Shemu Joyah

Marrocos: “Burnout”, de Nour-Eddine Lakhmari

México: “Roma”, de Alfonso Cuarón

Montenegro: “Iskra”, de Gojko Berkuljan

Nepal: “Panchayat”, de Shivam Adhikari

Níger: “The Wedding Ring”, de Rahmatou Keïta

Noruega: “What Will People Say”, de Iram Haq

Nova Zelândia: “Yellow Is Forbidden”, de Pietra Brettkelly

Palestina: “Ghost Hunting”, de Raed Andoni

Panamá: “Ruben Blades Is Not My Name”, de Abner Benaim

Paquistão: “Cake”, de Asim Abbasi

Paraguai: “The Heiresses”, de Marcelo Martinessi

Peru: “Eternity”, de Oscar Catacora

Polônia: “Cold War”, de Pawel Pawlikowski

Portugal: “Pilgrimage”, de João Botelho

Quênia: “Supa Modo”, de Likarion Wainaina

Reino Unido: “I Am Not a Witch”, de Rungano Nyoni

República Dominicana: “Cocote”, de Nelson Carlo De Los Santos Arias

República Tcheca: “Winter Flies”, de Olmo Omerzu

Romênia: “I Do Not Care If We Go Down in History as Barbarians”, de Radu Jude

Rússia: “Sobibor”, de Konstantin Khabensky

Sérvia: “Offenders”, de Dejan Zecevic

Suécia: “Border”, de Ali Abbasi

Suíça: “Eldorado”, de Markus Imhoof

Tailândia: “Malila The Farewell Flower”, de Anucha Boonyawatana

Taiwan: “The Great Buddha+”, de Hsin-Yao Huang

Tunísia: “Beauty and the Dogs”, de Kaouther Ben Hania

Turquia: “The Wild Pear Tree”, de Nuri Bilge Ceylan

Ucrânia: “Donbass”, de Sergei Loznitsa

Uruguai: “Twelve-Year Night”, de Álvaro Brechner

Venezuela: “The Family”, de Gustavo Rondón Córdova

Vietnã: “The Tailor”, de Buu Loc Tran & Kay Nguyen