PUBLICIDADE
Topo

Advogados de Bill Cosby entram com ação para revogar sentença de prisão

Bill Cosby chega à corte na Filadélfia para ouvir a sua sentença - AP Photo/Matt Slocum
Bill Cosby chega à corte na Filadélfia para ouvir a sua sentença Imagem: AP Photo/Matt Slocum

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

08/10/2018 13h33

Os advogados de Bill Cosby querem revogar a decisão do Juiz Steven O'Neill, da Pensilvânia (EUA), que deu ao seu cliente uma sentença de três a dez anos de prisão. A informação é da "NBC News".

Os representantes de Cosby entraram com ação nesta segunda-feira (8) dizendo que houve uma "sucessão de erros" no processo e no julgamento do seu cliente. O principal ponto de contenção dos advogados e a definição de Cosby como um "predador sexual violento".

A ação ainda cita que Cosby tem 81 anos e é parcialmente cego, o que torna a sentença "mais punitiva do que o necessário". Por fim, argumentam que a acusação não conseguiu provar com contundência que o estupro de Andrea Constand de fato aconteceu da forma como ela descreve.

A canadense Constand alega que conheceu Cosby em um bar em 2004, que os dois beberam juntos e foram para a casa do comediante. Foi quando, segundo ela, Cosby a deu comprimidos calmantes fortes, que ele disfarçou como remédios "comuns, de farmácia". Constand diz ter acordado de madrugada, nua, na cama de Cosby.

A taxação do comediante como um "predador sexual violento" significa que, mesmo após sair da prisão, Cosby terá que ser registrado na lista de criminosos sexuais do governo americano, e terá que revelar a sua condenação para todos os vizinhos, colegas de trabalho e amigos até o fim da vida. Ele também terá que comparecer a sessões de terapia e reportar suas atividades ao governo periodicamente.

O comediante está preso em uma penitenciária da Filadélfia, nos EUA, desde o último dia 25 de setembro, quando o seu julgamento chegou ao fim. O Juiz O'Neill negou a Cosby o direito de fiança de US$ 1 milhão, que o permitiria esperar em liberdade enquanto os seus advogados planejavam o recurso contra a condenação.