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Turma da Mônica homenageia Museu Nacional; "Fiquei tocado", diz roteirista

Página de abertura de "Insubstituível", da Turma do Penadinho - Reprodução
Página de abertura de "Insubstituível", da Turma do Penadinho Imagem: Reprodução

Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

04/10/2018 12h26

O incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, comoveu muitos com a destruição de boa parte de um dos acervos mais importantes do mundo. Mas a tragédia tocou principalmente uma pessoa nos corredores do estúdio da Mauricio de Sousa Produções. Em uma triste coincidência, o roteirista Flavio Teixeira de Jesus falava sobre o acervo do museu e o seu desejo de conhecê-lo pouco antes acontecimento.

“Um dia antes de pegar a fogo a gente estava falando de todo acervo dele e depois aquela tragédia. E isso me deixou muito impactado. Fiquei muito tocado com aquilo”, disse ao UOL, por telefone. Dali surgiu a ideia de “Insubstituível”, uma homenagem doce -- e certamente triste -- dada ao acervo do museu destruído no início de setembro.

O roteirista Flavio Teixeira de Jesus - Facebook/Reprodução - Facebook/Reprodução
O roteirista Flavio Teixeira de Jesus
Imagem: Facebook/Reprodução

Depois de conversar com os colegas, Flavio começou a esboçar o roteiro tentando puxar levemente a história para o humor e tirar um pouco essa carga de um acontecimento tão trágico. A homenagem partiu dele mesmo. “Temos essa liberdade aqui. A gente faz um roteiro já desenhado para mostrar o que os personagens estão fazendo e como vão reagir”.

No quadrinho, a Turma do Penadinho fica sabendo da tragédia e começa a lidar com toda a situação ao oferecer um lar para as múmias, fósseis e esqueletos do museu. A ideia foi de ligar os itens com os próprios personagens, desde as múmias com Muminho e o crânio de Luzia com Cranicola. “Cada um foi relacionado com que podia se identificar e as coisas foram se encaixando”.

“Insubstituível” já está nos planos da editora de sair em uma versão impressa, mas ainda sem data definida. Enquanto isso, o post no Facebook com suas páginas, que você lê abaixo, segue emocionando seus visitantes. "Às vezes, a Dona Morte recebe um trabalho extra de surpresa... Mas quem foi que disse que a história não continua viva depois?", diz a publicação, que já bateu 18 mil compartilhamentos.

“Foi muito gratificante. A arte não morre”, concluiu Flavio.